O “Marcola” mencionado por Flávio Bolsonaro (PL) em um desafio sobre abertura de sigilos é Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete pessoal do presidente Lula (PT). Ele não é Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido pelo mesmo apelido e apontado pelas autoridades como líder do PCC.
Ribeiro assessorou Lula por anos e deixou a chefia do gabinete em julho de 2026. Ele entrou no debate eleitoral depois que a Polícia Federal passou a investigar pagamentos feitos pela empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a PF, os repasses ocorreram enquanto ela tentava negociar contratos com órgãos do governo federal, que não foram concretizados. Ribeiro afirmou que recebeu um empréstimo de R$ 249 mil e que quitou a dívida; negou irregularidades no exercício do cargo.
A declaração de Flávio ocorreu em um evento de campanha em Guarulhos (SP), quatro dias antes do segundo turno. O senador afirmou que abriria seus sigilos fiscal e telefônico se Lula também divulgasse informações de Marcola. A campanha do candidato formalizou a condição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e incluiu outros pedidos, como dados do Instituto Lula, de familiares do presidente e de registros de acesso ao Palácio do Planalto. Flávio ofereceu seus próprios dados bancários, fiscais e telefônicos dos últimos 20 anos, além de informações de familiares e empresas ligadas a ele.
No mesmo discurso, o candidato criticou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, e disse que a Corte queria “liberar o aborto”. A fala se referia a uma ação sobre a descriminalização da interrupção da gravidez até a 12ª semana, que ainda está em julgamento.













