A bronquiolite está entre as preocupações de quem espera um bebê, mas muitas gestantes ainda não sabem como a vacinação durante a gravidez pode ajudar a proteger a criança. No Norte e no Centro-Oeste, 38% das participantes de uma pesquisa desconhecem que existe prevenção contra o vírus sincicial respiratório (VSR) disponível no SUS.
O levantamento ouviu 530 gestantes de todos os estados, com idades entre 18 e 45 anos. A pesquisa foi realizada pelo Ipsos-Ipec a pedido da Pfizer, empresa que fornece a vacina para a rede pública.
Os dados mostram que ouvir falar da doença não significa compreender sua relação com o vírus ou conhecer as formas de prevenção. No Norte e no Centro-Oeste, 40% associam a bronquiolite ao VSR, um avanço de 11 pontos percentuais em relação a 2024. Os resultados são conjuntos para as duas regiões e não representam um recorte específico de Goiás.
Conhecimento cresceu, mas dúvidas permanecem
No país, a parcela de entrevistadas que conhece ou já ouviu falar do VSR passou de 58% para 70%. A preocupação com a bronquiolite também aumentou: a doença foi citada por 60%, ante 40% em 2024. Apesar dos avanços, 79% apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema. Apenas 13% acertaram todas as afirmações avaliadas.
Uma das lacunas está na proteção que pode começar antes do nascimento. Entre as entrevistadas, 31% ainda não reconhecem que algumas vacinas aplicadas durante a gestação também ajudam a proteger o bebê.
Vacina faz parte dos cuidados na gravidez
Disponível no SUS desde dezembro de 2025, a vacina contra o VSR é recomendada a partir da 28ª semana, em cada gestação. A imunização materna permite a transferência de anticorpos ao bebê e ajuda a reduzir formas graves da infecção nos primeiros meses de vida.
Para a médica Adriana Ribeiro, o acompanhamento pré-natal é uma oportunidade para esclarecer essas dúvidas e explicar a prevenção. A orientação médica está mais presente: 88% das entrevistadas disseram ter recebido recomendação para se vacinar durante a gravidez. Em 2024, eram 77%.
Entre aquelas que receberam a indicação, 96% afirmaram que seguem ou pretendem seguir a recomendação. Já 71% disseram cumprir integralmente as orientações recebidas no pré-natal.
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