A longevidade saudável envolve mais do que viver por muitos anos. Preservar a autonomia, a disposição e a qualidade de vida também faz parte do processo de envelhecimento. Na avaliação do médico nutrólogo e intensivista José Israel Sánchez Robles, a busca pela longevidade deve ser orientada pela informação e por cuidados adequados às necessidades de cada pessoa.
“O objetivo não deve ser apenas viver mais, mas preservar a saúde, a autonomia e a qualidade de vida ao longo dos anos”, afirma.
Nas redes sociais, produtos e tratamentos são frequentemente apresentados como caminhos para retardar o envelhecimento. No entanto, não há comprovação de que suplementos como resveratrol e NAD+, peptídeos ou hormônio do crescimento prolonguem a vida humana. O uso dessas substâncias sem avaliação profissional pode trazer riscos e não substitui medidas de cuidado contínuo.
“Nenhum suplemento deve ser apresentado como uma fórmula para a longevidade. Antes de iniciar o uso de qualquer produto, é necessário avaliar sua real necessidade, os benefícios comprovados e a segurança para cada pessoa”, completa o nutrólogo
O emagrecimento também merece atenção, especialmente na terceira idade. A perda de peso pode envolver redução de massa muscular e óssea, além de gordura. Por isso, mudanças no peso precisam ser avaliadas considerando o estado geral de saúde e a composição corporal.
José Israel ressalta que, entre pessoas idosas, o emagrecimento sem acompanhamento pode comprometer a massa muscular e a saúde óssea. “A avaliação precisa ir além do peso indicado pela balança.”
A genética, o ambiente e os hábitos de vida contribuem para o envelhecimento, mas não permitem prever com precisão quantos anos alguém viverá. Manter uma rotina de cuidados pode favorecer a saúde, sem garantir uma idade específica.
“A adoção de hábitos saudáveis é fundamental, mas não garante que alguém chegará aos cem anos. Cada organismo envelhece de maneira particular, e o cuidado deve ser individualizado”, conclui o especialista.











