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Otite canina: por que seu cachorro coça a orelha e quando isso preocupa

Inflamação pode ter diferentes causas, e o tratamento precisa ir além de retirar a secreção ou aliviar a coceira


Marília Rodrigues Por Marília Rodrigues em 05/11/2026 - 12:00

Otite canina: por que seu cachorro coça a orelha e quando isso preocupa
(Foto: megaflopp | Shutterstock / Portal EdiCase)

Uma coçada de vez em quando pode passar despercebida. Mas, quando o cachorro começa a repetir o movimento, balançar a cabeça e evitar o toque na orelha, vale observar com mais cuidado.

Esses sinais podem indicar otite canina, uma inflamação capaz de atingir o ouvido externo, médio ou interno. O quadro pode causar dor, mau cheiro, vermelhidão, inchaço e secreção.

Como os sintomas se parecem em diferentes situações, a avaliação veterinária é importante para descobrir a origem e definir o tratamento.

O que pode estar por trás da otite?

Não existe uma única explicação. Alergias, ácaros, umidade e corpos estranhos no canal auditivo estão entre os fatores envolvidos. Bactérias e leveduras também podem participar do quadro. A condição pode afetar qualquer cão, embora algumas características anatômicas aumentem a predisposição.

Quando a inflamação reaparece, é necessário olhar para os fatores que sustentam o problema. Uma alergia não controlada, por exemplo, pode fazer parte dessa investigação.

Como o diagnóstico é feito?

O veterinário examina a orelha e o canal auditivo, procurando inflamação, secreção, objetos presos e outras alterações. A análise de amostras do ouvido pode ajudar a identificar microrganismos. Dependendo do caso, outros exames serão necessários.

É essa avaliação que orienta a escolha dos medicamentos e da limpeza. Antibióticos, antifúngicos e outros tratamentos não têm a mesma função nem são necessários em todas as situações.

Limpar toda semana resolve?

Não há uma frequência que sirva para todos os cachorros. A rotina depende das necessidades do animal e da orientação profissional. O excesso de limpeza também pode irritar o ouvido. Se houver dor durante o procedimento, interrompa e procure orientação.

Evite introduzir cotonetes no canal e não tente insistir quando o cão demonstra desconforto.

Quando procurar atendimento?

Coceira persistente, odor forte, secreção e dor já justificam avaliação. Cabeça inclinada, alterações nos olhos ou dificuldade para piscar merecem atenção especial pela possibilidade de envolvimento de estruturas mais profundas.

O acompanhamento também é importante depois da melhora. Nos casos recorrentes, tratar a causa e ajustar os cuidados de manutenção pode ajudar a evitar que o incômodo volte a fazer parte da rotina.

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