Goiás ostenta uma marca impressionante: 41,5 mil novas empresas abriram as portas no primeiro trimestre deste ano. Esse feitonotável estabelece um recorde na criação de CNPJs de micro e pequenos empreendedores, superando as 39,7 mil empresas registradas no mesmo período do ano anterior. Os dados impactantes emergem de uma pesquisa anual conduzida pelo Sebrae, que coleta informaçõesda Receita Federal.
A busca pela diferenciação e pela resolução de desafios é um fio condutor que tece oprogresso das empresas em Goiás. Ewerton César de Oliveira Filho, Analista Técnico do Sebrae Porangatu, desempenha um papel crucial na transformação das ideias inovadoras em empreendimentos tangíveis. Com um olhar aguçado para as necessidades individuais, Oliveira Filho destaca: “Nossa consultoria no Sebrae envolve diversos especialistas, cada um especializado em uma área específica. Isso nos permite direcioná-la precisamente para suas necessidades imediatas.” A atenção personalizada direciona os empreendedores para as ferramentas e estratégias que mais beneficiam suas aspirações.

FORTALECENDO O EMPREENDEDORISMO
O analista enfatiza que, mesmo diante dos desafios como desemprego e inflação, o Sebrae manteve sua função de parceiro de forma exemplar. No decorrer desse período crítico, a instituição priorizou a prestação de consultoria, capacitação e orientação, transformando-se em um verdadeiro farol de esperança e direcionamento.
Oliveira Filho vai além ao não apenas reconhecer a importância do Sebrae na resposta à pandemia, mas também ao evidenciar resultados concretos. “Ficou evidente que o Sebrae conseguiu suprir de maneira eficaz as demandas dos empreendedores durante esse momento crucial”, Ele destaca. O notável aumento no número de empresas em Goiás, quase dobrando entre os anos de 2022 e 2023, reflete diretamente na capacidade do Sebrae em fortalecer o cenário empreendedor.
EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO EM HARMONIA
Através de consultoria personalizada, orientação estratégica e programas de capacitação, o Sebrae Goiás desbrava o caminho para o sucesso, moldando de maneira substancial o futuro dos negócios e da economia local.
Em meio a esse ambiente de inovação, Tanise Knakievicz, bióloga e empreendedora de Niquelândia, emerge como uma visionária. Por meio do projeto “Qual é a sua horta?”, realizado em colaboração com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), ela explorou alternativas aos produtos lácteos. O resultado, o “Angatú”, um queijo à base de castanha de baru, conquistou destaque no festival. Tanise compartilha sua jornada, enfatizando como o Sebrae, por meio de sua consultoria e orientação, transformou sua ideia em um empreendimento concreto.
O suporte do Sebrae trouxe uma base sólida para o meu projeto, fornecendo análises detalhadas do produto e acompanhamento especializado. Isso me permitiu ter confiança em relação ao meu queijo de baru”, relata Knakievicz.

Relativamente à busca de Tanise por oportunidades, Ewerton César de Oliveira Filho, analista técnico do Sebrae Porangatu, ressalta que ela exemplifica de forma notável o espírito empreendedor característico de Niquelândia. Ela empreendeu no desenvolvimento de um produto inovador com potencial de reconhecimento nacional. “Ela já demonstra uma inclinação natural para pesquisa, não é verdade? Certamente. Contudo, por se tratar de um produto inovador, embora tenha qualidades distintas de uma pesquisadora, ainda assim enfrenta desconhecimento em relação a todas as etapas do processo”, explica.
A inovação é crucial para o avanço e crescimento de qualquer setor, impulsionando tanto empreendedores individuais quanto economias em geral. A capacidade de conceber soluções criativas para desafios, desenvolver produtos e serviços únicos e explorar abordagens inéditas não somente mantém as empresas pertinentes em um mercado em constante mutação, mas também as posiciona à frente da concorrência.
A inovação não apenas agrega valor aos clientes, atendendo às suas necessidades em evolução, mas também gera impactos positivos na sociedade, impulsionando o progresso tecnológico, econômico e social. Tanise transformou uma intolerância à proteína do leite em uma oportunidade: “Minha busca por conhecimento me levou à Embrapa, onde a pesquisadora Karina me auxiliou na seleção dos probióticos para meu queijo e sorvete de baru.”
Um bioensaio foi conduzido por Tanise para assegurar que seu “Angatú” fosse uma opção alimentar viável. “Me alimentei exclusivamente de baru por um ano e meio, com o intuito de compreender melhor seus efeitos e propriedades, tanto para o queijo quanto para o sorvete.” ressalta.













