A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (17) a Operação Golpe Fatal para cumprir 16 mandados de prisão temporária, 16 mandados de busca e apreensão e sequestrar aproximadamente R$ 500 mil em bens de investigados por integrar associação criminosa especializada nos golpes da Falsa Central Bancária e da Mão Fantasma.
Participaram da operção a Delegacia Estadual de Investigações Criminais, via Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes – DEIC/GREF, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB) do Ministérios da Justiça e Segurança Pública e das Polícias Civis de São Paulo e Rio de Janeiro,
As investigações apontam que uma idosa foi induzida a realizar diversas transferências bancárias sob falsas alegações de proteção de sua conta, sofrendo prejuízo de cerca de R$ 500 mil. Após ser submetida a intensa pressão psicológica pelos criminosos e descobrir a fraude, a vítima acabou tirando a própria vida, em Goiânia.
Os mandados são cumpridos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A operação busca responsabilizar os envolvidos, identificar outras vítimas e descapitalizar o grupo criminoso.
FALSA CENTRAL BANCÁRIA
Em novembrto de 2025, a Polícia Civil de Goiás, com apoio de outros estados, deflagrou a primeira fase da Operação Falsa Central para combater um grupo especializado em fraudes bancárias. O golpe envolvia a criação de uma falsa central de atendimento, onde vítimas eram induzidas a fornecer informações bancárias e realizar transferências via PIX. Até o momento, 27 vítimas goianas foram identificadas, e o prejuízo total é estimado em R$ 200 mil. A operação cumpriu 37 mandados de prisão e 58 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco.
Os criminosos usavam mensagens falsas alertando sobre compras fraudulentas e pedindo que as vítimas ligassem para um número “0800”. Quando as vítimas atendiam, eram enganadas por uma central telefônica falsa que simulava um atendimento bancário legítimo. Durante o “atendimento”, as vítimas forneciam dados ou instalavam aplicativos, permitindo que os golpistas transferissem os valores de suas contas bancárias.
Além das prisões, a investigação identificou 449 números de telefone usados pelo grupo e descobriu que centenas de outras vítimas em todo o Brasil foram afetadas. Os suspeitos podem ser processados por estelionato eletrônico, furto, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 29 anos de prisão. A Polícia Civil alerta a população para desconfiar de contatos inesperados e reforça a importância de sempre confirmar transações bancárias diretamente com as instituições financeiras.
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