Andréia Bahia
Essa falta de definição sobre quem vai disputar a eleição a prefeito de Goiânia – mesmo estando a cerca de dez meses do pleito – reflete a falta de lideranças políticas da capital. Apenas o PT demonstra ter nomes naturais para apresentar para a disputa, tanto é que já definiu pela pré-candidatura da deputada federal Adriana Accorsi. Empatada nas pesquisas de intenção de votos com o senador Vanderlan Cardoso, a vice-líder do PT na Câmara dos Deputados é a única petista com chance de vitória nas capitais, pelo menos neste momento da disputa.
Marconi Perillo, presidente nacional do PSDB, afirmou que a legenda terá candidato próprio a prefeito em Goiânia, mas os nomes que se apresentaram até agora, Matheus Ribeiro e a vereadora Aava Santiago, parecem não convencer sequer o Cidadania, sigla federada com o PSDB. O presidente do partido, Gilvane Felipe, parece defender uma aproximação com o PT.
Nem mesmo o prefeito Rogério Cruz (Republicanos), em tese, candidato natural à reeleição, bateu martelo em relação a sua candidatura. Ele estaria aguardando o resultado de uma pesquisa eleitoral encomendada pelo partido para decidir se vai ou não disputar a eleição. Nesse vácuo de candidaturas, até o nome de Sandro Mabel (Republicanos) apareceu esta semana. Ao que o presidente da Fieg disparou: “só se fosse louco”.
Na base do governador, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Peixoto, não baixa a guarda. Aliás, já dava como certa a escolha de seu nome diante da desistência de Ana Paula Rezende e da impossibilidade jurídica da candidatura de Gustavo Mendanha quando viu surgir Jânio Darrot, ex-prefeito de Trindade. Esse imbróglio só deve ser resolvido ano que vem pela decisão do governador Ronaldo Caiado.
A incógnita que vai mexer realmente com esse tabuleiro é a candidatura de Vanderlan Cardoso, que também só vai decidir sobre a eleição municipal em 2024. Essa decisão pode fazer defuntos levantar de covas para rivalizar com o senador, que vem somando muitos desafetos em sua trajetória, e também demover candidatos convictos da pretensão de disputar a eleição. Entre todas as indefinições, a de Vanderlan é a única que realmente pode reconfigurar todo processo eleitoral de 2024.












