Por 277 votos e com apoio de seis deputados federais goianos, o plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (10), o parecer que recomenda a prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser um dos mandantes da execução da vereadora Marielle Franco (PSOL), em março de 2018. Foram 129 contrários, com quatro votos de parlamentares goianos e um total de 28 abstenções.
Eram necessários 257 votos para manter a prisão, a maioria absoluta dos membros da Câmara.
Marussa Boldrin (MDB), Gustavo Gayer (PL), Alcides Ribeiro (PL) e Magda Moffato (PRD) votaram contra a recomendação da prisão. Cinco não votaram ou não compareceram: Flávia Morais, do PDT, Zacharias Calil, do União Brasil, Lêda Borges, do PSDB, Adriano do Baldy, do PP e Daniel Agrobom, do PL.
Votaram a favor da manutenção da prisão de Chiquinho Brazão, os deputados: Adriana Accorsi e Rubens Otoni, ambos do PT; Glaustin da Fokus (Podemos), Silvye Alves (União Brasil), José Nelto (PP) e Hildo do Candango (Republicanos). Decidiram se abster os deputados federais Ismael Alexandrino (PSD) e Célio Campos (MDB).
O deputado é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. Brazão foi preso por obstrução de Justiça no dia 24 de março, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A decisão foi confirmada por unanimidade pela Primeira Turma do STF, que também determinou a prisão do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão e do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa. Os três são investigados por envolvimento no homicídio de Marielle e Anderson.













