Durante o feriado prolongado de Corpus Christi, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) enfatiza a importância de manter os cuidados com possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Com muitas pessoas viajando e deixando os imóveis desprotegidos, há risco de proliferação do vetor.
“Agora estamos saindo do período de sazonalidade, ou seja, aquele período com maior número de casos, mas isso não quer dizer que o número de casos zerou. Pelo contrário, eles continuam acontecendo, em um menor número. É importante que nesses feriados prolongados e nas férias que virão, em julho, as pessoas tenham muito cuidado com as suas casas, para que elas não se tornem durante a sua ausência um grande criadouro do Aedes”, destacou a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim.
Números impactam
Atualmente, o estado possui 336.587 casos notificados de dengue e outros 184.340 confirmados. Ao todo, 239 mortes já foram confirmadas pelo Comitê Estadual de Investigação de Óbito Suspeito por Arboviroses em 2024 e outras 163 ainda estão em investigação.
Os números impactaram também o sistema de saúde, que registrou entre janeiro e maio desse ano 3.710 internações pela doença nos hospitais da rede da SES, superando significativamente o registro do mesmo período de 2023, quando houve 231 internações por dengue em Goiás. “Foi o ano com maior número de casos já registrados no estado e tivemos também a nossa maior epidemia”, pontuou.
Flúvia Amorim reforça ainda que, além da Campanha de Vacinação contra a doença, que já aplicou 161.682 doses do imunizante em Goiás até o momento, outra importante estratégia para conter os casos é o manejo ambiental, com a limpeza dos lotes e quintais para eliminar focos e impedir que o mosquito nasça.
“Verifique se tem algum local na sua casa que tem água acumulada e que precisa ser protegido. Vasos sanitários, tratamento de piscinas, a vasilha do animal, que deve ser limpa uma vez por semana. Essas pequenas atitudes podem conferir proteção às famílias e um retorno seguro às suas residências”, concluiu a superintendente da pasta.














