O procurador-geral de Goiânia, José Carlos Ribeiro Issy, afirmou nesta terça-feira (2) que a Prefeitura está analisando a decisão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) de manter o afastamento por 90 dias do secretário de Saúde, Wilson Pollara. A decisão do TCM, tomada na semana passada e confirmada ontem, se deu devido à necessidade de contratação de serviços para o Samu.
Issy apontou divergências em relação ao combate à dengue, argumentando que os casos não diminuíram significativamente em Goiânia, mesmo durante o período de estiagem. “Pela quinta semana seguida, os casos de dengue continuam subindo no município”, afirmou.
O procurador indicou que a Prefeitura está avaliando a possibilidade de recorrer da decisão do TCM na Justiça, buscando o retorno de Pollara ao cargo. “O foco principal é a questão do retorno de Pollara ao cargo, modificando a decisão do Tribunal que deferiu pelo afastamento dele”, disse.
A Prefeitura busca construir, junto ao TCM, um edital que atenda às exigências do órgão para a contratação de serviços para o Samu, ao mesmo tempo em que questiona o afastamento de Pollara.
Issy classificou a decisão do TCM como “desproporcional”, argumentando que o afastamento por 90 dias é uma medida muito mais severa do que o necessário para resolver a questão do Samu. Ele também destacou que a Prefeitura mantém o diálogo aberto com o TCM, buscando uma solução para a questão.
Apesar das divergências, o procurador afirmou que a Prefeitura considera a decisão do TCM como uma questão técnica. “Só reputo que seja uma medida desproporcional, com a sanção imposta ao afastamento do secretário, algo inédito no âmbito do Tribunal”, finalizou.















