A Anvisa anunciou nesta quarta-feira, 16, a aprovação da nova composição das vacinas contra a gripe (influenza) que serão aplicadas no Brasil em 2025. Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas trivalentes e quadrivalentes foram ajustadas para garantir maior proteção contra as cepas do vírus com maior probabilidade de circulação no próximo ano. Essa atualização é crucial, uma vez que o vírus influenza sofre constantes mutações.
Todos os anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) analisa os subtipos do vírus influenza em circulação. Com base nessas análises, a Anvisa ajusta a composição das vacinas para proteger melhor a população contra os tipos mais comuns do vírus.
A vacina trivalente conterá três cepas do vírus: o influenza A (H1N1) similar ao A/Victoria/4897/2022, o influenza A (H3N2) similar ao A/Croatia/10136RV/2023, e o influenza B/Austria/1359417/2021. Já a quadrivalente terá uma cepa adicional: o vírus B/Phuket/3073/2013, da linhagem Yamagata.
Essas mudanças são essenciais porque o vírus da gripe tem alta capacidade de mutação. Sem essa atualização, a vacina perde sua eficácia, colocando a população em risco. Por isso, a Anvisa segue rigorosamente as orientações da OMS para garantir uma proteção eficiente.
Pela primeira vez, a agência permitiu o uso de vacinas baseadas nas recomendações para o hemisfério Norte. Isso poderá ocorrer em regiões específicas do Brasil, caso o Ministério da Saúde identifique necessidade, devido a perfis epidemiológicos diferentes.
A diretora da Anvisa, Meiruze Freitas, destacou que a atualização contínua das vacinas é crucial para proteger a população. Segundo ela, a medida contribui diretamente para a redução de mortes e complicações associadas à gripe.














