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PF investiga desvio de recursos envolvendo Gustavo Gayer e assessores

Ele é aliado de primeira hora de Fred Rodrigues, candidato a Prefeitura de Goiânia


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 25/10/2024 - 08:45

Gustavo Gayer (Foto: Fábio Marques)

Às vésperas do segundo turno das eleições, a Polícia Federal (PF) deu início à execução de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (25), contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL), alvo de uma investigação que apura desvio de recursos públicos destinados à cota parlamentar e falsificação de documentos para favorecer uma organização da sociedade civil. Além do parlamentar, a corporação também mira seus assessores, segundo apuração realizada pela TV Globo e Globonews.

Até o início da manhã, às 7h30, a PF não havia divulgado oficialmente detalhes sobre os envolvidos, mas informou que os recursos desviados, de origem pública, estavam sendo utilizados para manter empreendimentos privados. Investigadores revelaram que, na residência de um assessor de Gayer, foram encontrados mais de R$ 70 mil em dinheiro vivo. Por meio das redes sociais, Gustavo Gayer se manifestou insinuando perseguição política por conta da eleição municipal. “O inquérito foi aberto dia 24 de setembro, no mês passado”, destacou. 

Ele é aliado do candidato à Prefeitura de Goiânia, Fred Rodrigues (PL), que terminou o primeiro turno à frente do empresário Sandro Mabel (UB) e ambos tem travado embates em busca da vitória ao Paço Municipal.

A operação, batizada de “Discalculia” – termo que se refere a um transtorno de aprendizagem relacionado a dificuldades com matemática – foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou na expedição de 19 mandados de busca e apreensão. Não há, nesta etapa, mandados de prisão. As ordens estão sendo cumpridas em Brasília (DF) e em quatro municípios de Goiás: Cidade Ocidental, Valparaíso, Aparecida de Goiânia e Goiânia.

Entre os crimes investigados estão: associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato.

Segundo a PF, essas acusações ainda estão em fase inicial e funcionam como diretrizes para a investigação. Os suspeitos só serão formalmente acusados se o Ministério Público apresentar denúncia e ela for aceita pela Justiça.

Durante a apuração, os investigadores identificaram a falsificação de uma ata nos documentos de criação da organização social envolvida no esquema. O mais curioso é que, no quadro de sócios da entidade, constavam nomes de crianças com idades entre 1 e 9 anos, o que chamou a atenção das autoridades. 

 

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