A Receita Estadual de Goiás autuou R$ 34,7 milhões em infrações fiscais relacionadas à comercialização de grãos sem o recolhimento do ICMS no primeiro semestre de 2025. O levantamento, divulgado pela Superintendência de Fiscalização Regionalizada da Secretaria da Economia, mostra que 76 mil toneladas de grãos circularam irregularmente pelo estado. As cargas foram interceptadas em todas as regiões produtoras durante ações de fiscalização em rodovias.
Além da atuação em trânsito, o fisco goiano intensificou a fiscalização contra empresas “noteiras” — aquelas que operam emitindo notas fiscais frias. Auditorias realizadas em 16 dessas empresas geraram um crédito tributário superior a R$ 63,3 milhões. As investigações apontam o envolvimento de 144 pessoas físicas e jurídicas em um esquema fraudulento que movimentou 220 mil toneladas de grãos.
Como resultado das ações, 28 empresas tiveram o cadastro estadual suspenso por irregularidades fiscais. O trabalho foi conduzido pelas 12 Delegacias Regionais de Fiscalização com foco no escoamento da safra, cruzamento de dados fiscais e uso de imagens georreferenciadas para monitoramento da produção nas lavouras.
Segundo o superintendente de Fiscalização Regionalizada, Gustavo Henrique Cardoso, o fisco também tem investido em ações preventivas. “Estamos orientando os produtores rurais para que evitem negócios com empresas inidôneas, que comprometem a competitividade do setor e promovem concorrência desleal”, afirmou. Ele destacou ainda o uso de “laranjas” por parte das empresas fraudulentas, que prejudicam tanto o Estado quanto os próprios produtores.
A Secretaria da Economia reforça que o combate à sonegação no agronegócio é fundamental para manter a arrecadação estadual, fortalecer a economia e garantir um ambiente de negócios justo para os contribuintes que atuam regularmente.













