O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve redução de 0,02% em relação a maio e fechou junho com variação de 0,24%, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, 10 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi liderada pela variação negativa no grupo Alimentos e Bebidas e pela estabilidade nos grupos Educação, Saúde, Artigos de residência e Comunicação.
Queda nos alimentos
A variação negativa de -0,18% no grupo Alimentos e Bebidas foi impulsionada principalmente pela alimentação no domicílio, que caiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho. Os itens que mais contribuíram para essa queda foram o ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). A alimentação fora do domicílio variou 0,46% em junho, contra 0,58% em maio. O subitem lanche subiu de 0,51% para 0,58%, e a refeição caiu de 0,64% para 0,41%. No grupo Vestuário (0,75%), destacaram-se as altas na roupa masculina (1,03%), nos calçados e acessórios (0,92%) e na roupa feminina (0,44%).
Energia e transportes
Em Habitação, houve queda de 1,19% para 0,99% de maio para junho. A energia elétrica residencial subiu 2,96% em junho, sendo o subitem com o maior impacto individual no índice, devido à vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que adicionou R$ 4,46 por 100 kWh consumidos. A taxa de água e esgoto (0,59%) registrou reajustes em várias cidades: 9,88% em Brasília (9,27%) desde 1º de junho, 4,76% em Rio Branco (2,19%) desde 1º de maio, 3,83% em Curitiba (2,07%) desde 17 de maio, e 6,58% em Porto Alegre (0,32%) desde 4 de maio. No ano, a energia elétrica acumula alta de 6,93%, maior variação semestral desde 2018 (8,02%), representando o maior impacto individual (0,27 p.p.) no acumulado de 2,99% do IPCA.
O grupo Transportes passou de queda de -0,37% em maio para alta de 0,27% em junho. Apesar da queda nos combustíveis (-0,42%), a alta foi puxada pelo transporte por aplicativo (13,77%) e conserto de automóvel (1,03%). O táxi (0,64%) foi impactado pelo reajuste médio de 8,71% nas tarifas em Belo Horizonte (6,54%) desde 7 de junho.
Índices regionais
Entre os índices regionais, a maior variação foi registrada em Rio Branco (0,64%), influenciada por cinema, teatro e concertos (77,22%) — com o fim da promoção de meia entrada — e energia elétrica (3,99%). A menor variação foi em Campo Grande (-0,08%) devido à queda nas frutas (-5,15%) e na gasolina (-1,38%). Também foram registrados reajustes: 7,36% em Belo Horizonte (8,57%) desde 28 de maio; 14,19% em uma das concessionárias de Porto Alegre (4,41%) a partir de 19 de junho; 1,97% em Curitiba (3,28%) desde 24 de junho; e redução de 2,16% nas tarifas de uma das concessionárias do Rio de Janeiro (1,29%) a partir de 17 de junho.














