O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO) criticou a posição do Detran-GO diante da paralisação parcial dos médicos credenciados, ocorrida nos dias 15 e 16 de julho. Em entrevista exclusiva para a Tribuna do Planalto, o Diretor de Comunicação, Diolindo Freire Neto, afirma que a alegação da autarquia sobre a existência de diálogo com a categoria não condiz com a realidade vivida pelos profissionais.
De acordo com o sindicato, as reuniões realizadas com a diretoria do Detran foram apenas protocolares, sem compromisso concreto com a valorização dos profissionais. “As respostas foram vagas, genéricas e sem qualquer proposta de recomposição das perdas acumuladas ao longo de quase uma década”, afirmou o diretor.
A entidade ressaltou que o valor pago atualmente aos médicos, R$ 90 por consulta, está congelada há mais de nove anos, mesmo diante de reajustes em outras taxas do Detran-GO no mesmo período.
O diretor também rebateu o argumento do Detran-GO de que um eventual reajuste impactaria negativamente no valor da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para os usuários. Segundo Diolindo, a manutenção do atual valor compromete a qualidade do serviço e desestimula os profissionais. “O que causa impacto negativo à população não é o reajuste, mas a desvalorização e o desestímulo dos médicos”, declarou.
Sobre os próximos passos do movimento, Diolindo informou que existe a possibilidade de novas paralisações e até mesmo de uma greve geral, caso o governo siga ignorando as reivindicações da categoria. No entanto, reforçou que a intenção prioritária dos médicos é negociar.
“A paralisação foi uma medida legítima, mas extrema e só ocorreu porque todas as tentativas anteriores de negociação foram ignoradas. Nosso desejo é resolver essa situação por meio do entendimento”, concluiu o diretor.
O SIMEGO deve realizar uma nova assembleia na sexta-feira, 18, para discutir uma possível prorrogação da paralisação.
Arthur Oliveira é estagiário da Tribuna do Planalto sob supervisão de Carla Borges













