Um dia depois de ser preso, o tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi liberado neste sábado (2) em audiência de custódia. Ele havia sido preso em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na sexta-feira (1º), no Sol Nascente (DF), por posse de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), os investigadores encontraram uma grande quantidade de fotos e vídeos de pornografia infantil armazenados no celular dele.
Surdo, Gilberto Firmo Ferreira prestou depoimento com auxílio de intérprete de Libras e confessou que compartilhava o conteúdo em um grupo do Facebook com outros cinco participantes.
Aos agentes, o investigado afirmou que o aparelho celular foi um presente de um amigo, e que já tinha conhecimento da existência do material ilícito. Disse ainda que chegou a pedir para que cessassem os envios, mas que seus pedidos não teriam sido atendidos.
A investigação começou após a Polícia Federal identificar o e-mail de Gilberto sendo usado para o compartilhamento de arquivos ilegais. Ele afirmou que não utilizava mais o endereço eletrônico.
Na decisão que concedeu a liberdade provisória, a Justiça impôs algumas restrições, entre elas comparecer a todos os atos processuais, manter o endereço sempre atualizado e não se ausentar do Distrito Federal por mais de 30 dias sem autorização judicial.
O caso segue em investigação. A defesa de Gilberto Firmo Ferreira ainda não se manifestou publicamente.
Nota de Michelle
Em nota divulgada nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu com indignação à prisão do tio. Ela afirmou ter recebido a notícia durante uma missão no Pará e classificou a conduta de Gilberto como um “crime vergonhoso”.
“Trata-se de um crime vergonhoso, não somente por sua gravidade, mas principalmente porque fere profundamente a dignidade humana de crianças e adolescentes. A minha dor é maior justamente por eu dedicar a minha vida ao combate ferrenho a todo o tipo de crimes sexuais e abusos contra crianças”, afirmou.
Michelle destacou que não tem convívio com o tio há mais de 18 anos, embora exista um vínculo biológico. Segundo ela, a responsabilização deve ser exemplar, mesmo se tratando de um parente.
“Cada pessoa é responsável e deve responder, individualmente, por seus atos. Nisso consiste a individualização de condutas e penas prevista em nossa legislação”, completou.














