Goiás está sob alerta para baixa umidade relativa do ar, calor de até 39 graus e alto risco de incêndios, condições que exigem cuidados da população. A previsão é do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas (Cimehgo) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). A temperatura pode atingir 39 graus na Região Oeste, 38 na Norte, 36 na Região Central e 35 graus nas demais (Sudoeste, Leste e Sul).
A umidade relativa do ar continua caindo a índices preocupantes, abaixo de 20%, o que é considerado nível de alerta. A previsão do Cimehgo para hoje nas localidades citadas no boletim de monitoramento é de que a secura do ar chegue a apenas 14% em todas as regiões, incluindo Goiânia, o que representa risco à saúde, especialmente para os grupos mais vulneráveis. Reiteradas vezes, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho, que indica grande perigo, em razão da baixa umidade do ar que atinge os estados de Goiás, o Distrito Federal e parte de estados vizinhos, como Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais e da Bahia.
A quinta-feira terá predominância de céu claro, sol e forte calor. Em Goiânia, a situação será semelhante, com temperatura mínima de 18 graus e máxima de 34 graus. A umidade relativa do ar deve variar entre 14% e 60%. O nascer do sol será às 6h27 e o pôr do sol, às 18h10.
As cidades mais quentes de Goiás nesta quinta-feira serão Porangatu, com 39 graus, Araguapaz e Aruanã, com 37 graus, e Iporá e Itumbiara, com 35 graus. Em Rio Verde, o dia começará com 16 graus, mas a máxima poderá chegar a 34. O dia também começará com 16 graus em Cristalina, Formosa, Três Ranchos e Mineiros.
Cuidados
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) recomenda a adoção de cuidados especiais. Entre as principais orientações estão: beber bastante água, mesmo sem sentir sede (sucos naturais e chás também são ótimas opções); evitar exposição ao sol (nos horários mais quentes do dia, entre 10h e 16h, permanecer em ambientes frescos e ventilados); ao sair de casa, usar protetor solar com fator de proteção (FPS) adequado e roupas leves; se necessário, usar máscaras para ajudar a proteger as vias respiratórias da fumaça.
O uso de máscaras do tipo “cirúrgica”, panos, lenços ou bandanas pode reduzir a exposição às partículas grossas, especialmente para populações que residem próximas à fonte de emissão (focos de queimadas). A proteção ameniza o desconforto das vias aéreas superiores. Já as máscaras de modelos respiradores tipo N95, PFF2 ou P100 são adequadas para reduzir a inalação de partículas finas.
Neste cenário, alguns grupos de risco requerem ainda mais atenção: crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas devem redobrar os cuidados. Em caso de sintomas como dificuldade para respirar, tosse persistente, irritação nos olhos ou na garganta, é preciso buscar atendimento médico imediatamente.















