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Dispositivos inteligentes ganham espaço no cuidado com a saúde e ampliam protagonismo do paciente

Smartwatches e roupas inteligentes ganham recursos avançados com uso de IA, contribuindo para a prevenção e o monitoramento contínuo de condições médicas


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 30/08/2025 - 06:51

Dispositivos inteligentes ganham espaço no cuidado com a saúde e ampliam protagonismo do paciente
(Foto: Reprodução)

Relógios inteligentes, pulseiras e até roupas com sensores estão deixando de ser itens de moda ou de performance esportiva para se consolidarem como ferramentas relevantes no monitoramento da saúde. Integrados a sistemas de Inteligência Artificial, esses dispositivos vestíveis — os chamados wearables — oferecem hoje funções que vão além da contagem de passos: já são capazes de aferir frequência cardíaca, pressão arterial, realizar eletrocardiogramas e identificar alterações como arritmias ainda antes do aparecimento de sintomas perceptíveis.

Casos como o do engenheiro civil Guilherme Rabello, de 56 anos, que descobriu uma arritmia por meio do alerta de seu smartwatch, evidenciam o potencial desses recursos no rastreamento precoce de problemas de saúde. Os avanços também chamam a atenção de especialistas. Para o nutrólogo e intensivista Dr. José Israel Sanchez Robles, os dispositivos representam um avanço relevante na forma como a saúde é acompanhada. “Embora não substituam a avaliação médica, os dispositivos vestíveis se consolidam como aliados poderosos na área da saúde. Eles oferecem dados em tempo real que podem orientar decisões clínicas e, em alguns casos, até antecipar riscos à saúde.”, destaca.

O médico observa que a evolução tecnológica é expressiva. “Alguns modelos atuais já monitoram mais de 25 métricas de saúde, com inteligência artificial que opera de forma bastante eficaz. Ainda há espaço para aprimoramento, mas os recursos disponíveis hoje representam um salto importante em termos de precisão e personalização do acompanhamento”, afirma o Dr. José Israel.

Com funcionalidades cada vez mais sofisticadas, os wearables já incluem recursos como análise hormonal, monitoramento de sono, ECG e métricas voltadas ao desempenho físico. Para o especialista, esses elementos contribuem para transformar o comportamento do paciente. “A tendência é que o paciente assuma um papel cada vez mais ativo em sua própria jornada de saúde, munido de informações confiáveis que podem ser compartilhadas com o médico”, destaca.

Apesar dos benefícios, ele recomenda atenção na interpretação dos dados. “Nem todos os parâmetros disponibilizados pelos dispositivos vestíveis possuem validação científica robusta — como é o caso do monitoramento não invasivo da glicemia. Por isso, é fundamental que os dados sejam interpretados em conjunto com exames laboratoriais tradicionais e sob acompanhamento profissional qualificado”, conclui.

Na visão do médico, o futuro desses dispositivos deve alinhar precisão, acessibilidade e integração com os sistemas de saúde. “Essas tecnologias são promissoras, mas devem ser encaradas como ferramentas complementares — nunca como substitutas do cuidado médico tradicional”, ressalta.

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