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Lupicínio Rodrigues e Pixinguinha são declarados patronos da MPB

Lei que oficializa homenagem aos dois ícones da cultura nacional foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 12/09/2025 - 16:42

O título de Patrono é atribuído a brasileiros mortos há pelo menos 10 anos que tenham se destacado por excepcional contribuição - Reprodução

Ícones da cultura nacional, Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues são oficialmente agora patronos da Música Popular Brasileira. A Lei nº 15.204, que oficializa a homenagem, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na edição desta sexta-feira, 12 de setembro, do Diário Oficial da União. O texto também é assinado pelas ministras Margareth Menezes (Cultura) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania.

O título de Patrono é atribuído a brasileiros mortos há pelo menos 10 anos que tenham se destacado por excepcional contribuição ou especial dedicação ao segmento homenageado.

Nascido em Porto Alegre, em 16 de setembro de 1914, Lupicínio Rodrigues é considerado o criador do estilo “dor-de-cotovelo”, caracterizado por canções que expressam desilusões amorosas com profundidade poética. Obras suas, como “Felicidade” e “Nervos de Aço”, foram interpretadas por grandes nomes da música brasileira e seguem vivas na memória afetiva dos brasileiros.

Sua primeira música, “Carnaval”, surgiu aos 14 anos. A fama veio com “Se acaso você chegasse”, igualmente eternizada por grandes intérpretes. O gaúcho era fiel à inspiração da vida real, compondo com base nas próprias histórias. Casou-se em 1949 e abriu uma churrascaria, unindo música e boemia. Autor do hino do Grêmio, deixou cerca de 150 canções. Faleceu aos 59 anos, vítima de complicações cardíacas.

PIXINGUINHA – Nascido no Rio de Janeiro, em 4 de maio de 1897, Pixinguinha foi maestro, flautista, saxofonista, compositor e arranjador carioca. É celebrado como um dos maiores expoentes da música brasileira. Foi responsável por consolidar o gênero choro e por influenciar profundamente a formação da música popular brasileira moderna. Entre suas obras mais conhecidas estão “Carinhoso”, “Rosa” e “Lamentos”. O Dia Nacional do Choro, comemorado em 23 de abril, homenageia seu legado.

Apelidado de Pixinguinha pela avó, Alfredo da Rocha Vianna Filho começou a trajetória musical sob a batuta do pai e, ainda jovem, integrou o grupo “Os Oito Batutas”, levando o choro a palcos nacionais e internacionais. Definiu o estilo do choro com suas melodias ricas e arranjos sofisticados. Trabalhou como arranjador na RCA Victor e criou trilhas para cinema, mantendo viva sua influência até falecer em 17 de fevereiro de 1974.

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