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MP e órgãos de fiscalização combatem loteamento clandestino em Caldazinha

Operação flagra crimes ambientais e integra o projeto “Lote Legal”, que alerta população sobre riscos da compra de áreas irregulares


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 13/09/2025 - 09:31

Segundo o MP, no local, já haviam sido identificados parcelamentos irregulares de chácaras e graves crimes ambientais, como desmatamento em áreas de preservação permanente e de reserva legal. (Imagem: Reprodução)

O Ministério Público de Goiás (MP-GO), em parceria com órgãos de fiscalização e segurança, realiza neste sábado (13), uma operação contra um loteamento clandestino na Fazenda Bom Sucesso, zona rural de Caldazinha. No local, já haviam sido identificados parcelamentos irregulares de chácaras e graves crimes ambientais, como desmatamento em áreas de preservação permanente e de reserva legal.

A ação reúne a Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema), a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a Polícia Militar, a Prefeitura de Caldazinha e a concessionária Equatorial, que fará fiscalizações e poderá suspender ligações irregulares de energia. A iniciativa integra o Projeto Lote Legal, coordenado pela promotora de Justiça Marta Moriya Loyola, com apoio da Associação de Desenvolvedores Urbanos do Estado de Goiás (ADU-GO).

Fiscalização e conscientização

Segundo o MP, cada órgão atua dentro de sua competência: a Dema investiga o loteamento clandestino; a Semad apura a supressão irregular de vegetação e captação ilegal de recursos hídricos; e a prefeitura verifica infrações urbanísticas. Além das autuações, há também trabalho de orientação para alertar consumidores sobre os riscos de adquirir lotes em áreas ilegais.

“O trâmite de ofícios entre instituições é lento e favorece a consolidação dos loteamentos clandestinos. Quando se consolida, a situação é muito mais difícil de resolver judicial ou extrajudicialmente”, destacou a promotora Marta Loyola.

Projeto já teve resultados

O Lote Legal já foi executado em cidades como Senador Canedo, Trindade e Cavalcante. De acordo com o MP, a iniciativa tem ampliado as consultas preventivas nos cartórios e aumentado a cautela da população diante de propostas “aparentemente vantajosas”. Apesar disso, os casos seguem frequentes em Goiás.

O presidente da ADU-GO, João Victor Araújo, reforça a importância de unir fiscalização e políticas públicas. “É necessário combater os parcelamentos clandestinos, mas também pensar em programas habitacionais de interesse social. Muitas famílias, pela falta de informação e renda, acabam atraídas por promessas fáceis de lotes irregulares”, afirmou.

Crime e denúncia

O parcelamento irregular de terras é crime com pena de até cinco anos de prisão. Quando envolve degradação de Áreas de Preservação Permanente (APP), a pena pode ser ampliada em até três anos.

Para evitar prejuízos, a orientação é consultar o cartório antes de adquirir qualquer lote e verificar se o imóvel possui registro. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 127.

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