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MPGO denuncia integrantes de organização criminosa investigados na Operação Regra Três

As apurações apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada, que utilizava cargos estratégicos no poder público para desviar recursos de forma sistemática


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 02/09/2025 - 09:07

O esquema envolvia empresas de fachada, fraudes em contratações e lavagem de dinheiro
O esquema envolvia empresas de fachada, fraudes em contratações e lavagem de dinheiro - Foto: MPGO

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Sul (Gaeco Sul), apresentou nesta segunda-feira (1º) duas denúncias contra investigados na Operação Regra Três, deflagrada no dia 21 de agosto.

Segundo o MPGO, as apurações apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada, que utilizava cargos estratégicos no poder público para desviar recursos de forma sistemática. O esquema envolvia empresas de fachada, fraudes em contratações e lavagem de dinheiro, além do uso da máquina pública para assegurar a impunidade.

Devido ao número de envolvidos e à complexidade do caso, o órgão optou por dividir as acusações em duas denúncias distintas. Na primeira, foram denunciados os supostos líderes do grupo: um delegado da Polícia Civil de Rio Verde, preso preventivamente por ordem da Justiça, e sua esposa, que exerceu o cargo de coordenadora regional de Educação de Rio Verde entre 2019 e 2024.

Também foram acusados outros integrantes do esquema que atuaram em fraudes relacionadas ao Programa Reformar, a obras e serviços da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e à impressão do material pedagógico do Revisa Goiás. Os crimes apontados incluem organização criminosa, falsidade ideológica, violação de sigilo funcional, ameaça e prevaricação.

A segunda denúncia reúne os mesmos acusados por crimes ligados a contratações fraudulentas na Seduc, como contratação direta ilegal, peculato, falsificação e uso de documentos particulares, além de lavagem de capitais.

O MPGO informou ainda que os fatos relacionados à contratação fradulenta para a realização do concurso da Câmara Municipal de Rio Verde serão objeto de uma ação penal própria, a ser apresentada nos próximos dias.

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