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Cabo Senna cobra e Câmara aprova repúdio contra fala de Mabel que chamou vereadores de “malandrinhos”

Cabo Senna pediu posicionamento institucional da Câmara; vereadores manifestaram solidariedade após fala do prefeito


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 30/09/2025 - 11:01

Cabo Senna - “Mabel querendo ou não, a CEI vai acontecer”, aposta vereador autor do requerimento - Foto - Alberto Maia - Câmara Municipal
Parlamentares se uniram em defesa da Casa após prefeito chamar vereadores de “malandrinhos” (Foto: Divulgação)

O vereador Cabo Senna (PRTB) exigiu nesta terça-feira (30) que a Câmara Municipal de Goiânia emita uma nota de repúdio contra o prefeito Sandro Mabel (UB). A reação foi motivada por declaração do prefeito ao jornal O Popular, na qual se referiu a vereadores como “malandrinhos”. A fala dele foi direcionada ao próprio Senna e a Lucas Vergílio (MDB) e ocorreu após aprovação de relatório à LDO que engessa a execução do orçamento. No final da sessão, em votação simbólica, a Casa aprovou a nota de repúdio.

Durante o discurso em plenário, Cabo Senna afirmou que a fala do prefeito atinge não apenas os parlamentares, mas também a população que os elegeu. “Quando vossa excelência chama esses vereadores de malandrinho, vossa excelência chama a população de malandrinho, porque foi a população que colocou esses vereadores para representar esta cidade”, disse.

O vereador reforçou que nunca desrespeitou Mabel e destacou sua trajetória na Casa como “respeitador e cumpridor da lei”. Ele ainda criticou o prefeito por, segundo ele, enviar recados à Câmara por meio da imprensa e não diretamente ao Parlamento.

“Vossa excelência precisa parar de ficar mandando recado pelo jornal. Vossa excelência se coloca como paladino da justiça quando, na verdade, se você dá um Google por aí vai encontrar outra coisa, e quem está dizendo não sou eu, é a história”, disparou.

Na sequência, Senna pediu ao presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD), que se posicionasse institucionalmente. “Exijo de vossa excelência, como vereador, como participante do seu partido e como eleitor de vossa excelência, uma nota de repúdio deste poder. Não podemos nos apequenar. Neste instante, através do jornal, o prefeito feriu o povo de Goiânia chamando-o de malandrinho”, declarou.

Em resposta, Policarpo afirmou que as notas de repúdio são deliberadas em plenário e orientou o parlamentar a formalizar o pedido. “Como já orientei anteriormente, protocole o requerimento para que ele seja apreciado em votação”, explicou o presidente.

Apoio

O vereador Fabrício Rosa (PT) disse que a fala atinge a dignidade do Parlamento e reforçou apoio ao colega. “Na Câmara não tem tal, não tem marruco e não tem malandrinho”, afirmou.

A vereadora Aava Santiago (PSDB) também se posicionou, destacando a postura de Cabo Senna (PRTB) durante os trabalhos legislativos. Segundo ela, o colega tem conduzido sua atuação nas comissões com responsabilidade e equilíbrio.

Já Léo José (Solidariedade) defendeu que o momento exige pacificação entre os poderes. Em sua fala, sugeriu que Câmara e Prefeitura encontrem um caminho de cooperação. “Fico um pouco preocupado com essa divisão dos poderes. Como diz sempre nosso líder maior, nosso decano Anselmo Pereira, nós temos que tentar harmonia aqui dentro e com a prefeitura, interna e externamente. É nesse sentido que eu acho que nós temos que caminhar”, disse.

Lucas Vergílio também fez discurso em que rebateu os ataques de Sandro Mabel, que o chamou de “malandrinho”, e apresentou em plenário uma série de citações envolvendo o nome do prefeito, como deputado federal, em investigações de repercussão nacional.

Vergílio citou que Mabel já foi mencionado, sem condenação, em casos como o Mensalão, a Operação Tokens, o “golpe da creche” na Câmara dos Deputados e em delações da Odebrecht, além de suspeitas de favorecimento em obras ferroviárias.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/ex-lider-acusa-paco-de-usar-calamidade-para-nao-pagar-emendas/

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