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“Se retrata ao mundo ou prova que sou ‘malandrinho’”, exige Cabo Senna a Sandro Mabel

Em sessão na Câmara, vereador cobra retratação pública após prefeito chamá-lo de “malandrinho”; Mabel diz já ter pedido desculpas “de forma geral” e alega temperamento explosivo


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 02/10/2025 - 10:37

Cabo Senna e Sandro Mabel: Vereador cobra retratação: “Se retrata ao mundo ou prova que sou malandrinho”
Cabo Senna diz ter tido sua honra e a da família atingidas (Foto: Reprodução)

O presidente da Comissão Mista, vereador Cabo Senna (PRD), que propôs requerimento para nota de repúdio a falas ofensivas do prefeito Sandro Mabel (UB), levou um porta-retrato de sua família à tribuna para exigir que o Mabel se retratasse ou provassse que ele é “malandrinho”. O prefeito, por sua vez, insistiu que já havia pedido desculpas de forma geral no início de sua fala e tentou encerrar o assunto.

No plenário, Senna afirmou ter tido sua honra e de sua família atingidas pela fala do prefeito. “Eu sou polícia, eu não sou malandro e nem malandrinho. Tenho aqui quatro coronéis que me comandaram e que sabem da minha postura de homem correto, retilíneo. Vossa excelência foi muito infeliz, feriu a minha honra e a da minha família”, declarou.

Ele reforçou que a fala do prefeito extrapolou a esfera pessoal e atingiu o Parlamento. “Quando a palavra é lançada, ela não volta mais. Prefeito, o senhor tem duas opções: se retratar perante o mundo, porque isso está na internet e o mundo todo sabe, ou provar que eu sou malandrinho”, disse.

O vereador também criticou Mabel por, segundo ele, “mandar recados à Câmara pela imprensa”. “É muito ruim quando um poder ataca o outro. Não fui apenas eu que fui atacado, foi o poder, foi esta Casa, em nome meu e do vereador Lucas Virgílio (MDB). O senhor precisa parar de mandar recados para a Câmara através de jornais”, afirmou.

Resposta de Mabel

Em tom defensivo, o prefeito buscou relativizar o embate e reforçar que já havia pedido desculpas no início da sessão. “Eu comecei a sessão dizendo do meu respeito pela Câmara e pedindo desculpas a quem, de uma maneira ou outra, eu possa ter ofendido. Não tenho problema nenhum em pedir desculpas, não tenho vergonha disso. Acho que são momentos difíceis da política, e eu procuro ser o mais educado possível”, declarou.

Mabel ainda justificou seu estilo combativo. “Eu sou gente, eu tenho sangue. Tenho sangue italiano na veia, que faz ferver mais rápido. Então, de vez em quando, eu discuto na rua, no campo de futebol, quando o Vila Nova ganha do Goiás. É meu jeito. Mas comecei a sessão mostrando respeito pela Casa e reafirmo que, se ofendi alguém, aceitem minhas desculpas”, completou.

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