A Prefeitura de Goiânia apresentou nesta quinta-feira (2), na Câmara Municipal, os resultados do segundo quadrimestre de 2025. O balanço apontou superávit primário de R$ 678 milhões, o melhor em pelo menos cinco anos. O resultado positivo ocorre em meio ao discurso oficial de crise administrativa e financeira, que inclui passivo estimado em cerca de R$ 5 bilhões.
A receita total do período chegou a R$ 6,6 bilhões, o que representa crescimento real de 6,61% em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando o montante arrecadado foi de R$ 5,9 bilhões.
Apesar do resultado positivo, o prefeito Sandro Mabel (UB) manteve a defesa do decreto de calamidade financeira, aprovado pela Assembleia Legislativa até dezembro deste ano. O índice de remanejamento orçamentário alcançou 48%, o que, segundo a Prefeitura, se deve a um orçamento inicial superestimado em mais de 20%.
Receitas
As receitas próprias da Prefeitura (R$ 2,6 bilhões) superaram as transferências da União e do Estado (R$ 2,5 bilhões), com destaque para o Imposto Sobre Serviços (ISS), que arrecadou R$ 970 milhões, seguido pelo IPTU, com R$ 921 milhões, pelo Imposto de Renda, que somou R$ 445 milhões, e pelo ITBI, com R$ 243 milhões. A arrecadação de taxas chegou a R$ 102 milhões.
Despesas
Do lado das despesas, houve uma redução de 10,57% em relação ao mesmo período de 2024, passando de R$ 6,2 bilhões para R$ 5,9 bilhões entre janeiro e agosto deste ano. A maior parte dos gastos correspondeu a pessoal e encargos sociais, que atingiram R$ 3 bilhões, representando 46,35% da Receita Corrente Líquida.
Investimentos
Já os investimentos totalizaram R$ 165 milhões, queda de 30% em comparação com 2024, quando foram aplicados R$ 226 milhões.
Saúde e Educação
Em relação às áreas constitucionais, a Prefeitura aplicou 20% da receita em Saúde, acima do piso de 15%. No entanto, o índice em Educação ficou também em 20%, abaixo dos 25% obrigatórios, o que exigirá complementação até o fim do exercício.















