A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) confirmou, nesta quinta-feira (6), que nove goianos foragidos da Justiça estão entre os mortos na Operação Contenção, deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro em comunidades controladas pelo Comando Vermelho (CV). Segundo a pasta, todos os identificados tinham vínculo ativo com a facção criminosa e possuíam mandados de prisão em aberto no estado de Goiás.
A informação foi obtida por meio da Superintendência de Inteligência Integrada e validada por órgãos do Sistema Estadual de Inteligência de Segurança Pública (SISP/GO), que já comunicaram os dados às autoridades federais e estaduais para aprofundamento das investigações sobre a atuação interestadual da facção.
Quem eram os 9 goianos mortos na operação
Os identificados possuíam vasta ficha criminal e, segundo a SSP-GO, alguns estavam sob monitoramento eletrônico, mas romperam ou abandonaram as tornozeleiras antes de fugir para o Rio de Janeiro. Eles buscavam abrigo em comunidades fluminenses dominadas pela facção.
Foram confirmados pela inteligência os seguintes nomes:
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Fernando Henrique dos Santos (“Fernandinho” / “Periquito”) – homicídio, tráfico, associação para o tráfico, roubo e porte ilegal de arma.
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Marcos Vinícius da Silva Lima (“Brancão” / “Rodinha”) – roubo qualificado, tráfico, receptação, associação criminosa e tentativa de homicídio.
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Adan Pablo Alves de Oliveira (“Madruga”) – tráfico, associação para o tráfico, homicídio, ameaça, desacato e corrupção de menores.
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Cleiton César Dias Mello (“Cleitinho”) – homicídio qualificado, tráfico, receptação e posse irregular de arma.
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Éder Alves de Sousa (“Disquete”) – homicídio, roubo, tráfico, corrupção de menores, falsificação e corrupção ativa.
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Vanderley Silva Borges (“Derley” / “Cabeção”) – homicídio, roubo, tráfico, tortura e associação para o tráfico.
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Rafael Resende Ferreira (“Panela”) – homicídio, tráfico, furto e posse ilegal de arma.
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Keven Vinícius Sousa Ramos (“Gordim” / “Kevin”) – tráfico, associação para o tráfico, roubo, furto, receptação e porte ilegal de arma.
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Lucas Alves Araújo (“Luquinha” / “VM”) – roubo qualificado, tráfico, porte e disparo de arma de fogo e ameaça.
A SSP-GO afirma que todos permaneciam em atuação criminosa, mesmo após passarem pelo sistema prisional goiano.
Operação no Rio desencadeou foguetórios em Goiás
A megaoperação no Rio, que resultou na morte dos nove goianos, teve repercussão imediata no Estado. Na noite de terça-feira (4), moradores de Goiânia, região metropolitana e outras cidades do interior de Goiás registraram um grande foguetório que durou vários minutos e chamou a atenção das forças de segurança.
A SSP-GO identificou que a ação foi uma “homenagem” de membros ou simpatizantes do Comando Vermelho aos criminosos mortos no Rio.
A resposta policial foi imediata: uma força-tarefa envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e setores de inteligência resultou na prisão de 37 pessoas até o momento, sendo 14 em Goiânia, 6 em Abadia de Goiás, 9 em Aparecida de Goiânia, 3 em Rio Verde, 2 em Goianira e 3 em Bela Vista de Goiás.
Entre os presos, segundo a Secretaria, há pessoas com tornozeleira eletrônica, indivíduos com histórico criminal e integrantes de torcidas organizadas que responderão por:
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apologia ao crime
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envolvimento com organização criminosa
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porte ilegal de arma
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tráfico de drogas (em casos específicos)











