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Prefeitura começa a licenciar aterro com ajuda de técnicos da Semad estadual

Pedido de apoio ao governo estadual ocorre dias depois da revogação da suspensão da licença


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 13/12/2025 - 07:51

Comurg aterro sanitário
Goiânia retomou o licenciamento do aterro sanitário municipal com apoio técnico da Semad (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Goiânia deu início ao processo para licenciar o aterro sanitário municipal com apoio técnico de servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). A medida ocorre após a gestão pedir, em caráter de urgência, capacitação do Governo de Goiás para formar uma equipe municipal voltada ao licenciamento de aterros, em meio à disputa jurídica e institucional sobre quem tem competência para autorizar a operação do local.

O pedido foi formalizado no começo de dezembro pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), que assumiu do órgão ambiental municipal a condução do licenciamento. A Semad confirmou que pretende atender à solicitação, mas afirmou, em nota, que o documento acende um alerta sobre a capacidade técnica do município para o chamado autolicenciamento.

Segundo a Sefic, “a capacitação solicitada no ofício é para atualização de conhecimentos sobre legislações, normas técnicas e procedimentos administrativos, prática rotineira e contínua em todos os órgãos licenciadores, nas esferas municipal, estadual e federal.”

Reorganização

A articulação com o Estado ocorre dias depois de a prefeitura revogar a suspensão da licença ambiental corretiva do aterro, que havia sido aplicada pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) em 2024, a pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO), em razão de pendências relacionadas ao cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2020 e aditivado em 2024.

O Paço justificou a retomada da licença com base em decisão da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que reconheceu, em 6 de novembro deste ano, a competência do município para licenciar a atividade por se tratar de impacto ambiental local.

O Ministério Público de Goiás entende que a prefeitura ainda precisa esclarecer quais elementos técnicos novos justificaram a retomada da licença e como ficará, na prática, a atribuição do licenciamento diante da estrutura legal existente, historicamente concentrada na Amma.

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