A Prefeitura de Goiânia formalizou o pacto adjetivo do contrato de financiamento de R$ 132 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevendo como garantia os repasses constitucionais do Governo Federal ao município. O ato ocorre menos de um mês após a Câmara Municipal autorizar a contratação do empréstimo, em votação marcada por críticas da oposição.
O documento foi assinado pelo prefeito Sandro Mabel (UB) na última quarta-feira (21) e publicado no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira (23). Ele detalha que a operação de crédito integra o contrato firmado entre o BNDES e a Prefeitura, e condiciona a liberação dos recursos à vinculação das transferências federais, mecanismo previsto em operações desse tipo.
A autorização legislativa foi concedida no dia 30 de dezembro, às vésperas do recesso parlamentar, após inclusão e inversão de pauta. Vereadores de oposição questionaram a ausência de estudos técnicos e o caráter genérico da finalidade do empréstimo, descrita como “modernização da administração pública”.
Apesar das críticas, a base governista sustentou que o financiamento segue diretrizes de um programa federal voltado à digitalização e ao fortalecimento da gestão fiscal municipal, com apoio do BNDES e da Receita Federal. Segundo a Prefeitura, os recursos serão destinados ao programa “Goiânia + Digital”, que substitui o antigo projeto “Cidade Inteligente”.
A formalização do pacto adjetivo é considerada etapa indispensável para a liberação dos valores. Atualmente, a gestão Sandro Mabel já executa recursos da primeira parcela do empréstimo de R$ 710 milhões contratado na administração anterior.














