O PSOL intensificou as articulações para emplacar o nome da presidente estadual da sigla, Cíntia Dias, como candidata da esquerda ao governo de Goiás nas eleições de 2026. A movimentação ocorre nos bastidores das federações PSOL/Rede e Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que discutem a composição de uma candidatura unificada alinhada ao projeto de reeleição do presidente Lula (PT).
Aliados avaliam que a pré-candidatura de Cíntia preserva nomes estratégicos do PT para as chapas proporcionais, como o advogado Valério Luiz Filho e o vereador Edward Madureira, segundo mais votado em Goiânia em 2024. Na visão do PSOL, ambos são considerados peças-chave para ampliar a bancada petista na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.
Em entrevista recente à Tribuna do Planalto, Valério Luiz afirmou que o PT já decidiu lançar candidatura própria ao governo e trabalha hoje com dois nomes internos: o dele e o de Edward Madureira. Segundo ele, a definição dependerá da disposição do vereador em disputar um cargo majoritário ou permanecer no projeto proporcional.
Mesmo diante dessa posição, dirigentes do PSOL avaliam que a construção de uma candidatura liderada por Cíntia Dias pode representar consenso entre as forças progressistas no estado. A presidente do partido busca apoio da federação petista e aposta no fortalecimento da unidade da esquerda para enfrentar os blocos governistas e conservadores.
A agenda desta semana é vista como crucial para a consolidação do nome da dirigente, com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), que cumpre compromissos em Goiânia a partir de quarta-feira (25). Na agenda, plenária com movimentos sociais e atividades públicas.













