A CPI do Jockey Club, da Câmara Municipal de São Paulo, aprovou nesta terça-feira (11) convite para que o ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) preste depoimento à comissão. O tucano afirmou que pretende atender ao pedido apenas depois das eleições e negou qualquer participação em irregularidades investigadas pelo colegiado.
De acordo com Marconi, o convite decorre exclusivamente da função de conselheiro que exerceu no Jockey Club de São Paulo. Ele sustenta que nunca ocupou cargo executivo ou administrativo na entidade.
“Jamais desempenhei qualquer atribuição executiva, administrativa ou financeira no clube, tampouco tive ingerência sobre débitos tributários, questões imobiliárias ou qualquer das matérias sob apuração”, afirmou.
O ex-governador acrescentou que, segundo sua avaliação, não há indícios que o relacionem às supostas irregularidades que motivaram a instalação da CPI.
Marconi também criticou o momento em que a comissão decidiu convidá-lo. A CPI está em funcionamento desde 2025 e, na avaliação do tucano, a aproximação do período eleitoral exige cautela para que a investigação não produza repercussões políticas sobre a disputa.
“Causa preocupação, contudo, que uma comissão em atividade desde 2025, ainda sem conclusões, volte agora sua atenção a pessoas públicas justamente às vésperas das eleições”, disse.
Por se tratar de convite, Marconi não é obrigado a comparecer. Ele informou que pretende acertar uma data com a CPI após o encerramento das eleições.
“Os goianos sabem de minha agenda intensa nesse período eleitoral, e minha prioridade absoluta é o estado de Goiás e o foco na minha campanha”, afirmou.















