Após reunião com o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizada na noite de quarta-feira (25), em Brasília, o governador Ronaldo Caiado (PSD) selou o distanciamento político entre o governo estadual e o partido nas eleições de 2026. Segundo ele, não haverá composição conjunta, o que reflete na estratégia para disputa ao Senado pela chapa governista.
“Ele marcha com a chapa dele e eu com a minha”, afirmou o governador ao Jornal Opção, sobre a empreitada eleitoral de ambos ao Palácio do Planalto. Além do projeto nacional, o governador ainda apostava em uma composição no estado, mesmo após lançamento da pré-candidatura de Wilder Morais e Ana Paula Rezende pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O encontro confirmou que o PL terá candidatura própria ao governo de Goiás, com o senador Wilder Morais como principal nome da legenda no Estado. A decisão encerra as especulações sobre eventual apoio ao projeto liderado pelo vice-governador Daniel Vilela.
A definição consolida a formação de uma chapa governista sem o PL e reforça a fragmentação do campo político goiano, com palanques distintos na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Na véspera, a Tribuna do Planalto já havia informado que Caiado buscaria diálogo com Flávio Bolsonaro sobre a composição partidária em Goiás.
Em encontro do PL em Brasília, nesta quarta, que reuniu a bancada federal e lideranças do partido nos estados, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, confirmou o apoio da legenda ao projeto de Wilder Morais. Ao lado de Flávio Bolsonaro, Valdemar teria se referido a Wilder como o “futuro governador de Goiás”.
Senado
Nos bastidores da base caiadista, ganha força a estratégia de estimular candidaturas avulsas ao Senado como forma de acomodar diferentes projetos políticos sem impor uma composição única. A alternativa permitiria manter nomes competitivos na disputa, como Zacharias Calil e Vanderlan Cardoso, ao mesmo tempo em que preserva a unidade do grupo no apoio ao candidato ao governo.
O modelo, já utilizado em eleições anteriores, busca ampliar o leque eleitoral e evitar desgastes internos em um cenário de rearranjo das alianças após a definição de chapas próprias por partidos aliados.