O Ministério da Justiça lançou uma cartilha sobre o tráfico de pessoas e voltada às equipes do canal 180 de atendimento à mulher. O material, desenvolvido em parceria com o Ministério das Mulheres, o Itamaraty e o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), tem como objetivo capacitar as atendentes a identificar relatos que possam indicar situações de tráfico de pessoas, especialmente para fins de exploração sexual e trabalho análogo à escravidão.
A coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Marina Bernardes, explicou que muitas vítimas não conseguem relatar diretamente o crime por medo ou vergonha. A cartilha tráfico de pessoas Ligue 180 auxilia as profissionais a reconhecerem sinais de vulnerabilidade e a fazerem os encaminhamentos adequados aos órgãos responsáveis. O documento reúne conceitos, exemplos de situações de risco e orientações sobre contextos regionais e rotas migratórias.
A iniciativa integra as ações do Mês da Mulher e está alinhada ao IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Decreto nº 12.121/2024), que prevê o fortalecimento dos canais de denúncia e a capacitação de profissionais. O Ligue 180 é um dos principais serviços de acolhimento e registro de violência no país, e a nova ferramenta busca qualificar ainda mais o atendimento prestado às vítimas.
Clique aqui e acesse a cartilha.
A cartilha do Ligue 180 também aborda as diferentes formas de exploração e a importância de considerar fatores locais para identificar possíveis casos. A medida reforça a articulação institucional entre os ministérios e organismos internacionais, garantindo que as atendentes tenham suporte técnico para atuar de forma humanizada e eficiente no enfrentamento a esse crime que atinge majoritariamente mulheres e meninas.














