O diesel no Centro-Oeste registrou, em março de 2026, o maior aumento do país, refletindo a elevação nos preços dos combustíveis em relação a fevereiro. O movimento acompanha a instabilidade do mercado internacional e decisões recentes no Brasil.
O diesel comum teve alta de 16,99% e chegou a R$ 7,30. Já o diesel S-10 subiu 14,78%, atingindo o mesmo valor — os maiores aumentos registrados no período. A gasolina também ficou mais cara, alcançando R$ 6,64 após avanço de 1,84%.
Por outro lado, o etanol manteve estabilidade, com preço médio de R$ 4,80 na região, consolidando-se como a alternativa mais econômica em boa parte dos estados do Centro-Oeste.
O contexto reflete fatores externos e internos. Os conflitos no Oriente Médio elevaram o preço do petróleo no mercado global, enquanto o reajuste aplicado pela Petrobras, em março, impactou o mercado interno. Mesmo com a isenção de impostos sobre o diesel importado, os custos permaneceram elevados.
Os dados apresentados no gráfico reforçam esse comportamento: o diesel apresenta uma alta mais acentuada no fim do período, enquanto gasolina e etanol registram variações mais moderadas.
Diante desse cenário, o governo de Goiás aderiu a medidas para conter os preços e reduzir os impactos da alta do diesel. A iniciativa busca aliviar os custos do transporte e proteger setores produtivos.
O diesel tem papel central na economia por abastecer o transporte de cargas em todo o país. Por isso, sua elevação pressiona os preços de produtos e serviços, impactando diretamente o consumidor.
Além do aspecto econômico, especialistas destacam o papel do etanol como alternativa sustentável. O biocombustível é renovável, menos poluente e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, segue competitivo, especialmente quando custa até 70% do valor da gasolina.














