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Alvo de Marconi, Kowalsky reafirma confiança em Policarpo após ida ao grupo tucano

Manifestação ocorre após entrada de Policarpo em partido federado ao PSDB, enquanto disputa judicial entre procurador da Câmara e ex-governador segue em fase de execução


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 06/04/2026 - 10:51

Kowalsky e Policarpo
Publicação de procurador sobre “amizade, lealdade e gratidão” ocorre em meio a reconfiguração partidária e disputa judicial com Perillo (Foto: Divulgação)

Processado desde 2012 pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), o procurador-geral da Câmara de Goiânia, Kowalsky do Carmo Costa Ribeiro, reiterou apoio ao presidente da Casa, Romário Policarpo, após sua filiação ao Cidadania. A manifestação ocorreu na esteira da entrada de Policarpo no partido, que integra federação com o PSDB, legenda em que Marconi é pré-candidato ao Governo de Goiás.

Antes de se filiar, Romário Policarpo conversou com o governador Daniel Vilela e com o ex-governador Ronaldo Caiado, a quem relatou ter sido vetado por partidos da base governista.

Em publicação de foto com o presidente da Câmara nas redes sociais, Kowalsky escreveu que “Amizade, lealdade e gratidão não se negociam”, citando John Donne, em referência popularizada por Ernest Hemingway. O posicionamento se insere em um contexto de disputa judicial entre Kowalsky e Marconi, iniciada com ações por publicações em redes sociais e que hoje tramita em fase de cumprimento de sentença no Tribunal de Justiça de Goiás.

Levantamento da Tribuna do Planalto no Judiciário goiano aponta que as primeiras ações foram ajuizadas em 2012, quando o então governador acionou judicialmente o advogado, à época ligado ao MDB, por publicações críticas. A partir daí, novas demandas foram sendo apresentadas ao longo dos anos, em 2013, 2014 e 2017, consolidando uma sequência de processos entre as partes.

O conflito, que teve origem em manifestações de cunho político, evoluiu para a esfera cível e, atualmente, encontra-se na fase de cumprimento de sentença. Um dos processos em tramitação trata da execução de decisões judiciais já formadas, envolvendo obrigações decorrentes das condenações anteriores, como indenizações e determinações de fazer ou não fazer.

TJGO mantém execuções

Em fevereiro de 2026, Kowalsky recorreu de decisão de primeira instância por meio de agravo de instrumento, sustentando que as diversas execuções em curso teriam origem em uma mesma relação jurídica e deveriam ser reunidas para evitar decisões conflitantes e possível duplicidade de cobranças. No recurso, também questionou a manutenção de bloqueios e a liberação de valores, alegando risco de prejuízo irreversível.

A tese, no entanto, foi rejeitada em decisão liminar pelo desembargador Itamar de Lima, que manteve o andamento das execuções. Na decisão, o magistrado afirmou que “não se vislumbra, à primeira vista, a probabilidade do direito invocado pela parte recorrente”, destacando que “a mera alegação genérica de conexão não se mostra, por ora, suficiente” para justificar a reunião dos processos. Ele também registrou que os valores bloqueados decorrem de “título judicial já formado” e que a liberação não configura medida irregular.

A manifestação pública de apoio de Kowalsky a Policarpo ocorre nesse contexto, em meio à coexistência de um litígio judicial ainda ativo entre o procurador-geral e Marconi, iniciado em 2012 e que, mais de uma década depois, segue produzindo desdobramentos na Justiça goiana.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/policarpo-se-filia-ao-cidadania-e-passa-a-integrar-grupo-de-marconi-perillo/

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