Skip to content

Casos de picadas por cascavel em Anápolis chamam atenção; uma das vítimas morreu e outra segue internada

Ocorrências em intervalo de poucos dias, em regiões distintas, envolvem jovem que morreu e criança que segue em recuperação


Por Carlos Nathan Sampaio em 13/04/2026 - 16:33

Casos de picadas por cascavel em Anápolis chamam atenção; uma das vítimas morreu e outra segue internada
(Foto: Reprodução)

Dois episódios envolvendo picadas de cobra cascavel em Anápolis, registrados em um intervalo de poucos dias, chamaram atenção sobre um tipo de ocorrência que, embora não seja incomum em áreas rurais, precisam de atenção redobrada. O caso mais grave foi o do jovem Lucas Alexandre de Melo Peixoto, de 27 anos, que morreu após complicações decorrentes da picada. O ataque aconteceu em uma chácara, e o óbito foi confirmado nesta segunda-feira (13). A situação ganhou repercussão também pelo perfil do jovem nas redes sociais, onde compartilhava momentos pessoais, incluindo viagens e o relacionamento com o marido.

Poucos dias antes, no domingo de Páscoa (5), uma menina de 10 anos foi picada por uma cascavel na zona rural, nas proximidades do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). O ataque ocorreu na área externa da residência da família, quando a criança passava por um espaço onde o animal estava escondido sob uma mesa.

O atendimento inicial incluiu a aplicação de soro para jararaca, após identificação equivocada do animal. No entanto, a evolução dos sintomas levantou suspeitas, levando à reavaliação do caso. A confirmação de que se tratava de uma cascavel permitiu a adoção do tratamento adequado, já em unidade especializada em Goiânia.

Segundo a mãe, a criança permanece internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas apresenta melhora progressiva. Parte dos medicamentos já foi suspensa, e há expectativa de saída da UTI nos próximos dias.

Embora os casos tenham ocorrido em locais diferentes e sem relação direta entre si, a curta distância temporal entre eles chama atenção para a presença desse tipo de animal em áreas próximas a residências, especialmente em regiões com características rurais ou vegetação mais densa.

As ocorrências recentes mostram situações distintas — uma com desfecho fatal e outra em recuperação —, mas que convergem para um mesmo tipo de risco presente no cotidiano de parte da população local.

Vale lembrar que, diante de situações como essas, a orientação de especialistas é clara: a vítima deve ser levada imediatamente a uma unidade de saúde, evitando qualquer tipo de intervenção caseira. Não é recomendado fazer torniquetes, cortes ou tentar sugar o veneno, práticas que podem agravar o quadro. Sempre que possível, a identificação do animal pode auxiliar no tratamento, mas sem colocar outras pessoas em risco.

Além disso, medidas preventivas como manter terrenos limpos, evitar acúmulo de entulho, usar botas em áreas de risco e redobrar a atenção em locais com pouca visibilidade no solo são consideradas essenciais para reduzir a chance de acidentes.

Pesquisa