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Senado aprova projeto que criminaliza exercício ilegal da Medicina Veterinária

Proposta prevê punição para atuação sem habilitação e endurece regras contra falsos profissionais


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 13/05/2026 - 19:00

Senado aprova projeto que criminaliza exercício ilegal da Medicina Veterinária
(Imagem: Reprodução)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (13) o projeto de lei que criminaliza o exercício ilegal da Medicina Veterinária no Brasil.

A proposta altera o artigo 282 do Código Penal para incluir expressamente a profissão de médico-veterinário entre as atividades cujo exercício sem autorização legal passa a ser tratado como crime, assim como já acontece com médicos, dentistas e farmacêuticos.

O texto recebeu parecer favorável do senador Sergio Moro e teve pedido de urgência aprovado para análise no plenário do Senado.

O que muda

Atualmente, o exercício ilegal da Medicina Veterinária costuma ser tratado apenas como contravenção penal ou enquadrado de maneira genérica, o que, segundo entidades da área, dificulta punições mais severas contra falsos profissionais.

Com a mudança, passa a cometer crime quem exercer a profissão de médico-veterinário sem autorização legal, além dos limites permitidos ou mesmo com registro suspenso ou cancelado. A pena prevista é de detenção de seis meses a dois anos, além de multa em casos com finalidade de lucro.

O projeto também prevê agravamento da punição caso a atuação ilegal provoque danos à saúde humana, lesões ou morte de animais.

Projeto é defendido por entidades veterinárias

O avanço da proposta foi comemorado por representantes do sistema de conselhos veterinários, que defendem que a medida fortalece a proteção animal e a saúde pública.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o exercício ilegal da profissão pode causar diagnósticos errados, tratamentos inadequados, falhas no controle de zoonoses e riscos sanitários à população.

A presidente do CFMV, Ana Elisa Almeida, afirmou que a proposta representa um marco para a categoria. “Não estamos falando apenas da valorização da profissão, mas da proteção da saúde pública e do bem-estar animal”, declarou a representante em nota divulgada pelo conselho.

O projeto segue agora para votação no plenário do Senado e, se aprovado, seguirá para sanção presidencial.

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