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Curado retira pré-candidatura ao governo pelo PT e defende nome de Adriana Accorsi

Jornalista critica silêncio da direção estadual e sugere que Bia de Lima dispute vaga na Câmara dos Deputados


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 22/05/2026 - 16:48

Cláudio Curado vinha trabalhando seu nome para o Palácio das Esmeraldas (Foto: Divulgação)

Até então pré-candidato ao Governo de Goiás pelo PT, o jornalista e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Goiás (Sindjor-GO), Cláudio Curado, retirou nesta sexta-feira (22) o nome da disputa interna e passou a defender a deputada federal Adriana Accorsi como candidata da legenda ao Palácio das Esmeraldas.

Em carta dirigida a companheiras e companheiros do partido, Curado também sugere que a deputada estadual Bia de Lima mude o foco para Brasília e dispute uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O gesto ocorre no momento em que o PT avalia o nome do produtor rural Flávio Faedo, de Rio Verde, como alternativa para disputar o governo e tentar reduzir a resistência da esquerda junto ao agronegócio. Curado, no entanto, sustenta que o partido perdeu tempo.

Na carta, ele afirma que colocou o nome à disposição há 120 dias, ao lado de Luiz Cezar Bueno, Valério Filho e Edward Madureira, mas diz não ter recebido qualquer sinalização da direção estadual para construir uma candidatura. “Nada. Apenas absoluto silêncio diante de quem apenas quer ajudar o PT”, escreveu.

Curado diz que, faltando menos de 140 dias para a eleição, tornou-se “impossível” para ele ou qualquer outro nome, “incluindo Flávio Faedo”, tornar-se conhecido e fazer uma campanha competitiva.

A partir dessa avaliação, o jornalista defende que Adriana Accorsi assuma a disputa. Segundo ele, a deputada federal é o nome mais conhecido do PT em Goiás e teria vantagem por ser policial em uma eleição na qual segurança pública deve ocupar espaço central no debate. “Com esta análise, retiro meu nome em favor dela e, desde já, declaro integral apoio”, afirmou.

A defesa de Adriana, porém, abre outro debate dentro do partido. Como a deputada federal deixaria a chapa proporcional, Curado propõe que Bia de Lima seja deslocada para a disputa federal. “Para manter o espaço de luta das mulheres petistas, não temos nome melhor”, escreveu. “Bia de Lima para Federal!”

A carta pressiona a direção estadual do PT em duas frentes. De um lado, expõe o incômodo de quem se colocou à disposição da legenda e reclama de falta de articulação. De outro, tenta antecipar uma solução doméstica para a chapa majoritária, antes que o partido avance em torno de Faedo. Na prática, Curado deixa a fila e tenta reorganizar o tabuleiro: Adriana para o governo, Bia para federal e o PT sem tempo, segundo ele, para apostar em nomes ainda desconhecidos do eleitorado.

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