O Goiás sempre foi um clube muito discreto em relação às questões internas, principalmente quando o assunto é dificuldade financeira. Nos tempos de Hailé Pinheiro e outros tradicionais dirigentes que passaram pelo comando do alviverde, dificilmente os problemas do clube eram expostos para a imprensa e torcedores. Desta vez foi diferente. Em entrevista coletiva, o Diretor de Futebol Michel Alves falou sobre salários e premiações em atraso no Goiás e a dificuldade de manter o grupo harmonizado e não perder o foco na busca pelo acesso.
O Conselho de Administração busca recursos para pagar salários e direitos de imagens dos jogadores e evitar novos atrasos nos próximos meses. Os vencimentos referentes ao mês de abril não foram pagos nas datas habituais. A folha do elenco gira em torno de R$ 3 milhões. Uma das hipóteses levantadas pelo Conselho de Administração é a busca de um novo empréstimo que pode chegar a R$ 35 milhões. Aroldo Guidão divulgou edital de convocação para uma reunião que será realizada no próximo dia 2 de junho, para debater a possibilidade de o clube obter novo empréstimo. Vale lembrar que no final do ano de 2025, o clube da Serrinha fez um empréstimo de R$ 25 milhões com o objetivo de pagar as despesas de fim de ano e iniciar a temporada de 2026 com valores em caixa para a montagem do elenco.
Patrimônio como garantia
No edital publicado no Jornal O Popular, Aroldo Guidão informou que será discutida a possibilidade da “utilização de instrumentos acessórios de segurança contratual eventualmente necessários à operação”. Em outras palavras, Guidão se refere ao patrimônio do clube a ser utilizado como garantia. Um dos temas a serem debatidos é a possibilidade de inserir o CT Coimbra-Bueno como garantia neste novo empréstimo. Mais uma decisão “desvairada” da atual direção do Goiás, que, além de conduzir muito mal os destinos do clube, conhecido como o mais organizado do Estado, ainda pretende colocar em risco o patrimônio da entidade construído com muitas dificuldades ao longo da história vitoriosa do Goiás.
Os dirigentes do clube esmeraldino deveriam ser responsabilizados pela má gestão que levou o Goiás a uma situação financeira tão difícil. O Balanço Patrimonial referente ao exercício de 2025 apresentou um resultado negativo equivalente a R$ 100 milhões. É o retrato de uma administração desastrosa de quem comanda o alviverde, principalmente depois da mudança do Estatuto realizada nas gestões de Edminho Pinheiro no Conselho Deliberativo e Paulo Rogério Pinheiro na Presidência. Eles, juntamente com presidentes atuais do malfadado Conselho Gestor, é quem deveriam se responsabilizar, com seus CPFs e o patrimônio de cada um, pelo que fizeram com o Goiás. Na vida espiritual, Hailé Pinheiro deve estar muito preocupado com os destinos do clube da Serrinha e o que estão fazendo com o clube que ele cuidou com tanto carinho enquanto esteve por aqui comandando os destinos do alviverde.
Goiás voltará a ter presidente com mudança no Estatuto

As mudanças que foram implantadas no Estatuto do Goiás no final da gestão de Ediminho Pinheiro na presidência do Conselho Deliberativo não deram certo. O Goiás passou a ser comandado por Conselhos Deliberativo e de Administração, tendo na administração do clube um CEO contratado no mercado. O resultado foi uma entidade sem comando, sem um dirigente responsável pelos destinos do clube, o que resultou em um desastroso resultado negativo de R$ 100 milhões no Balanço Patrimonial referente a 2025.
Nesse período, o Goiás foi campeão da inexpressiva Copa Verde e do campeonato goiano deste ano, mas não conquistou o acesso à elite do futebol brasileiro. O Goiás gastou muito com os Diretores Executivo e de Futebol, que não conseguiram fazer uma gestão eficiente nas finanças e no futebol do clube. Nesse período, ninguém respondia pelo Goiás. Na verdade, a mudança do estatuto veio na época para tentar impedir que ex-dirigentes do Goiás, hoje na oposição da família Pinheiro, chegassem à presidência do clube e desbancassem Edminho e Paulo Rogério Pinheiro, herdeiros de Hailé Pinheiro no comando do alviverde.
O novo Estatuto, que já está pronto e será avaliado pelos Conselheiros, prevê a volta do Presidente Executivo. Nomes como Sérgio Rassi, Cid de Oliveira, Amarildo Gonçalves, Raimundo Queiroz, João Busco Luz e outros ex-dirigentes que hoje estão isolados na oposição já se movimentam de olho nas eleições que serão realizadas assim que o novo Estatuto esteja aprovado. Além de ter novamente um Presidente Executivo, o Goiás precisa abrir o clube para que mais sócios possam ter o direito ao voto. Atualmente, um número pequeno de sócios-proprietários votam nas eleições do clube. A maioria deles são ligados à família Pinheiro, por isso é praticamente impossível derrotar os atuais dirigentes. O Goiás está estagnado, não consegue sair da série B, e é mal gerido administrativa e financeiramente.
Anápolis perto do título

O Galo da Comarca goleou o Rio Branco por 3 a 0 no jogo de ida da final da copa Centro-Oeste e ficou muito perto de conquistar a taça inédita em sua história. No jogo de volta, no Espírito Santo, o Anápolis pode perder por até dois gols de diferença que ainda conquistará o título da competição. Os gols do tricolor anapolino foram marcados por Fernandinho, Juninho e Igor Souza, todos na etapa final da partida.
No jogo de volta, que será realizado na quinta-feira da semana que vem, somente uma vitória por no mínimo três gols de diferença pode levar a decisão para as penalidades. Para ser campeão no tempo normal, o Rio Branco terá que golear o Anápolis por uma diferença de quatro gols. Mas o tricolor anapolino agora tem que virar a chave porque no próximo domingo o time vai enfrentar o Brusque em Santa Catarina pela série C do campeonato brasileiro, onde faz uma campanha muito ruim, ocupando neste momento a lanterna da competição.
CURTAS
>> Ainda sem confirmação do técnico Daniel Paulista, a volta de Lucas Lima ao meio de campo do Goiás é praticamente certa. Mesmo vencendo a última partida contra o Botafogo-SP, o time não teve a mesma mobilidade no setor de meio campo.
>> A diretoria do Goiás pretende lançar nos próximos dias um novo uniforme com o tema da Copa do Mundo. No novo uniforme, prevalece a cor amarela, da Seleção Brasileira, que terá mangas e gola verde.
>> O lançamento deve ocorrer em edição especial e limitada e a tendência é de grande procura por parte da torcida, que costuma valorizar produtos exclusivos e comemorativos.
>> Vice-líder de seu Grupo na série D, a Aparecidense anunciou a saída do técnico Augusto Fassina. Mesmo com a equipe vivendo uma sequência de quatro jogos sem perder, o clube optou pelo desligamento do treinador, que deixou o clube com rescisão contratual em comum acordo.
>> O centroavante Gustavo Puskas, da equipe Sub-20 do Vila Nova, vem sendo observado por grandes clubes, interessados no potencial do jogador. O Vila precisa ter cuidado na liberação da “joia” do clube e não vendê-lo por preços irrisórios, como é a tradição no Tigre.
>> Paulo Rogério Pinheiro é um dos grandes responsáveis pela crise financeira do clube da Serrinha. Foi Presidente Executivo e agora Presidente do Conselho Deliberativo. Mesmo fora de cargos, sempre aparecia dizendo que mandava nos destinos do clube.














