A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, em primeira votação nesta quarta-feira (28), a abertura de crédito especial de R$ 292 milhões para aquisição e estruturação da nova sede do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). A proposta do governo estadual recebeu 21 votos favoráveis e segue para votação definitiva.
O dinheiro será destinado ao Fundo Estadual de Saúde para viabilizar a instalação do hospital em um imóvel no Conjunto Fabiana, em Goiânia. Antes de chegar ao plenário, o projeto recebeu aprovação unânime na Comissão Mista, com parecer favorável do deputado Wilde Cambão (União Brasil).
Dos R$ 292 milhões previstos, R$ 290 milhões estão classificados como inversões financeiras, categoria que inclui a aquisição de imóveis. Outros R$ 1 milhão serão reservados para investimentos e R$ 1 milhão para despesas correntes. Os recursos virão do superávit financeiro apurado no balanço do exercício anterior.
Na justificativa encaminhada pelo governador Daniel Vilela (MDB), o Executivo afirma que a estrutura atual chegou ao limite de expansão. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, as restrições físicas dificultam a ampliação dos serviços e afetam a disponibilidade de leitos e o tempo de espera por internações.
A negociação pelo novo endereço foi anunciada em julho, quando o Estado assinou um protocolo de intenções para adquirir o empreendimento da Goiânia Medical Center. Na ocasião, o governo informou que o complexo estava orçado em R$ 500 milhões. Portanto, o crédito agora em votação não representa o custo total anunciado para a operação.
Ao apresentar o projeto de mudança, Daniel afirmou que a nova estrutura permitiria ampliar a capacidade cirúrgica. “Estamos saindo de 10 para 20 salas de cirurgia”, disse. O governo também anunciou a previsão de elevar o número de leitos de 342 para mais de 500.
O Executivo sustenta que a compra de um prédio já edificado pode reduzir o prazo de implantação e preservar o funcionamento da unidade atual durante a transição. A aprovação em primeiro turno, porém, ainda não conclui a autorização legislativa para abertura do crédito.















