A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de um medicamento experimental no tratamento do piloto e influenciador Lito Sousa, criador do canal Aviões e Músicas. Ele foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurológica rara, degenerativa e de rápida progressão.
A autorização foi confirmada pela esposa de Lito, Mila Seidl, nas redes sociais. Segundo ela, a previsão é que a medicação chegue ao Brasil dentro de sete a nove dias, contados a partir de sexta-feira, 4.
“O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila. Ela esclareceu, porém, que a liberação não foi uma concessão exclusiva ao influenciador, mas ocorreu dentro das regras para uso compassivo de medicamentos ainda experimentais.
“Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou.
De acordo com Mila, a família apresentou exames e documentos fornecidos pela empresa farmacêutica para comprovar a necessidade e a urgência do tratamento. A análise também envolveu o Ministério da Saúde e a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos.
Apesar da celeridade, o processo levou cerca de uma semana. “Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, afirmou Mila ao comentar a evolução do quadro do marido.
A família pretende compartilhar as informações sobre o procedimento para orientar outras pessoas que enfrentam doenças raras. “Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, disse.
A Doença de Creutzfeldt-Jakob é provocada pelo acúmulo de formas anormais de proteínas chamadas príons nas células cerebrais. A condição compromete rapidamente o funcionamento do cérebro e tem desfecho fatal. O Brasil registra menos de 100 casos suspeitos por ano.
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