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Arbitragem sob pressão. Jogadores querem mandar no apito

Para Herivelto Nunes, a CBF precisa adotar providências urgentes para conter o avanço de jogadores, membros das comissões técnicas e até dirigentes, tentando interferir nas decisões da arbitragem


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 11/10/2025 - 14:30

A CBF precisa adotar providências urgentes para conter o avanço de jogadores, membros das comissões técnicas e até dirigentes, tentando interferir nas decisões da arbitragem durante as partidas de futebol em todas as competições. Em qualquer decisão do árbitro, que venha a contrariar uma das equipes, os atores desse espetáculo partem pra cima do árbitro sem o menor respeito e pudor, o agridem verbalmente, às vezes até fisicamente.

Quando o árbitro é chamado ao equipamento de vídeo do VAR, para revisar alguma decisão, jogadores dos dois times o acompanham pressionando para que a decisão a ser tomada venha satisfazer seus interesses. Uma afronta ao trabalho dos árbitros, um abuso contra seu poder de decisão e um desrespeito à lisura dos resultados. Os jogadores querem apitar os jogos. Quando sofre uma falta, de imediato faz o gesto com as mãos indicando que o juiz deve aplicar cartão ao autor da falta.

Sem nenhum pudor
Ao entrar em campo, parece que o jogador deixa em casa seu caráter. Simulam dores que não estão sentindo, tentam induzir o árbitro a marcar penalidades, a punir o adversário com cartão que não merecem receber, enfim, a CBF precisa entrar em campo para coibir esse comportamento, punir com severidade todos que tentam dificultar o trabalho do árbitro. O juiz é autoridade maior numa partida de futebol. É claro que eles erram, e quando erram, estão sujeitos a punições. Mas quem decide é a CBF, não os jogadores, nem comissão técnica, nem dirigentes.

A pressão sobre os árbitros cresce e o ambiente parece cada vez mais insustentável. A comissão de arbitragem reage e afasta juízes e analistas de vídeo para atender as reclamações dos clubes. Ao afastar membros da arbitragem, a CBF os encaminha para treinamentos de reciclagem e avaliações internas, mas não se fala em protegê-los das interferências, das pressões e do desrespeito de quem quer apitar mais que os próprios árbitros. Eles agem dentro do campo de jogo, ou do lado de fora, nos bancos destinados aos reservas e membros das comissões técnicas.

Assim como foi delimitada a área específica para o técnico e seus auxiliares, se faz urgente a criação de um espaço para que o árbitro possa analisar as jogadas no vídeo do VAR, sem as pressões dos jogadores. Que as regras mudem, de preferência, exigindo que os atletas fiquem distantes de quem precisa tomar decisões importantes. Não é possível fazer um bom trabalho com a pressão imposta ao árbitro principalmente pelos jogadores. Como não são punidos, eles estão cada dia mais ousados. Querem estipular até o tempo de acréscimo no final dos dois tempos do jogo. Um absurdo!!!

Pecado por omissão
Esta coluna está sendo escrita antes do jogo do Goiás contra o Athletic. Se venceu, a crise pode estar amortecida, se empatou ou perdeu, a panela de pressão está prestes a estourar. Mas independente do resultado desse jogo, a verdade é que a diretoria esmeraldina está pecando por omissão, ao não ter demitido o técnico Vagner Mancini depois do jogo contra o CRB. É evidente que Vagner Mancini não consegue mais extrair o futebol que o Goiás já jogou, principalmente no primeiro turno da série B.

O Goiás está perdendo terreno para seus adversários e a indecisão da diretoria pode ser fatal às pretensões do time esmeraldino. Mais um ano na Série B será um duro golpe para os cofres do Clube. São R$ 100 milhões que deixarão de passar pela contabilidade do alviverde. Se continuar na Série B, vai ter que se contentar com R$ 30 milhões, talvez nem isso. Não é possível que ninguém esteja raciocinando por esse ângulo na direção do Goiás…

O Goiás passou a ser um time sem comando a partir da mudança do estatuto, momento em que foram extintos os cargos de diretoria e o time passou a ser comandado pelos Conselhos Administrativo e Deliberativo. Conselhos que não comandam. Edminho Pinheiro, então presidente do Conselho Deliberativo, foi o mentor de toda essa mudança no Estatuto do time da Serrinha.

O objetivo não era só de modernizar a gestão do Clube, mas principalmente evitar que ex-presidentes desafetos dos Pinheiros voltassem ao comando do Goiás. Entre eles, Raimundo Queiroz, o queridinho da torcida, Sérgio Rassi, o mais preparado, Amarildo Gonçalves, o mais criativo, e outros que dirigiram o Goiás e levaram o time a ser muito respeitado no cenário esportivo do Brasil. Sem cargos diretivos, eles não voltaram, mas sem eles, o Goiás piorou, se apequenou. Quem já disputou títulos da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, hoje é um time de série B. Se subir para a Série A, como pode acontecer esse ano, cai no ano seguinte.

Curtas

  • Adson Batista candidato a Deputado Federal. Esse foi o anúncio feito pelo Deputado Estadual Bruno Peixoto, ao visitar o presidente do Atlético Goianiense na sede do Clube.
  • Vestido com a camisa do rubronegro, o presidente da Assembleia Legislativa fez o convite. Adson abriu um largo sorriso, digno de quem gostou da ideia
  • Umberto Louzer ainda não conseguiu fazer o Vila Nova vencer. O time já acumula uma sequência negativa de nove partidas sem saber o sabor da vitória.
  • Louzer foi contratado para ser o técnico do Vila não só no restante dessa temporada, mas para planejar o time para 2026. Se continuar sem vencer, será que fica?
  • A organização do MotoGP a ser realizado no Autódromo de Goiânia em março de 2026 já comercializou quase 80% dos ingressos colocados à disposição do público.
  • A curiosidade é que praticamente a totalidade desse público é de outros Estados da Federação.
  • Agora só estão disponíveis ingressos para camarotes e Setor F. A rede hoteleira agradece, já está com 90% da capacidade reservada.
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