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Atraso nos pagamentos pode deixar o Atlético fora da série A


Herivelto Nunes Por Herivelto Nunes em 21/10/2026 - 09:49

No Atlético Goianiense ninguém fala. Lei do silêncio
No Atlético Goianiense ninguém fala. Lei do silêncio

A diretoria do Atlético bem que tentou manter em ambiente interno a insatisfação do elenco e comissão técnica pelo atraso nos pagamentos de salários, direitos de imagens e depósitos no FGTS, mas não conseguiu. A contrariedade dos jogadores ficou evidenciada nos últimos resultados obtidos pelo Atlético, de derrotas e empates, incluindo o jogo contra a Ponte Preta, lanterna da série B, quando o Dragão empatou com muitas dificuldades em 1 a 1, marcando o gol de empate nos minutos finais da partida.

A partir daí não deu para esconder a crise, os próprios jogadores tornaram pública a situação, divulgando uma nota oficial anunciando uma greve de entrevistas em função do atraso no pagamento de salários e outros quesitos importantes. O problema financeiro do Atlético é semelhante ao que acontece no Goiás, só que no alviverde, o tema se tornou público há muito tempo, mas o Dragão também deve na mesma proporção que o seu rival. Adson Batista fala em recebíveis na ordem de R$ 16 milhões, referentes à negociação de jogadores para outros clubes, que o Atlético não consegue receber. Se depender desse dinheiro, não há previsão para o pagamento das dívidas com os jogadores. O Goiás preferiu se endividar um pouco mais, recorrendo a empréstimo bancário para pagar os jogadores.

Assim como no Goiás, o Atlético pode perder a classificação para disputar os playoffs da série e, em consequência, ficar mais uma ano na série B ao lado do rival. O problema exige solução imediata, o que o dirigente maior do Dragão não consegue oferecer. Adson Batista fala em pagamento até a próxima sexta-feira, mas ninguém por lá está acreditando nesta solução. O Atlético joga sábado contra o Novorizontino, no estádio Antônio Accioly. Com salários atrasados, enfrentando uma das melhores equipes da competição, o Dragão vai ter imensas dificuldades para derrotar o adversário. Se não vencer, deixa o G6.

Lei do silêncio – Os atletas decidiram não dar entrevistas enquanto os salários estiverem atrasados. A diretoria fez o mesmo. Na última segunda-feira o clube decidiu fechar os portões à imprensa e aos torcedores, além disso, ninguém da diretoria concederá entrevistas. Do lado dos jogadores, também impera o silêncio e muita insatisfação com a direção do clube. Os atletas reclamam de duas parcelas de salários atrasados (na carteira), duas parcelas de direito de imagem, FGTS não depositado e férias do ano passado. O que irritou Adson Batista foi a divulgação da nota oficial dos jogadores tornando pública a situação.

O dirigente queria manter o assunto em ambiente interno, para não desgastá-lo. Não conseguiu. A verdade é que existe um conflito instalado entre elenco e direção, situação que pode impedir o acesso do rubro-negro à primeira divisão em 2027. Se não conseguir resolver a situação até sexta-feira, como promete o dirigente atleticano, não dá para acreditar em resultado positivo contra o Novorizontino. Adson é considerado o melhor dirigente do futebol goiano, posição que este ano deve ser conferida à Hugo Jorge Bravo, do Vila Nova.

Torcedor do Goiás e parte da imprensa querem a saída de Mozart
Torcedor do Goiás e parte da imprensa querem a saída de Mozart

* Torcida do Goiás exige a saída do técnico Mozart Santos. A “gota de faltava” foi a atuação do treinador no último jogo contra o Náutico na Serrinha, na última segunda-feira.

* Mozart escalou um lateral canhoto na direita, insistiu mais uma vez com Cadu Mineiro e, durante o jogo, tirou Lourenço e Lucas Rodrigues, os dois melhores jogadores do Goiás na competição. Foi demais para o torcedor e parte da imprensa.

* O Vila Nova tem quase um time inteiro de jogadores pendurados para o jogo contra o São Bernardo. São nove atletas com dois cartões amarelos, quatro deles considerados titulares.

Gustavo Puskas, de promessa para um futuro brilhante, ao esquecimento no Vila Nova
Gustavo Puskas, de promessa para um futuro brilhante, ao esquecimento no Vila Nova

* Por onde anda o centroavante Gustavo Puskas, da base do Vila, que no começo da temporada apareceu como grande revelação, com potencial de negociação milionária para o exterior. Com Guto Ferreira, o jogador sumiu do mapa.

* Em entrevista ao jornal O Popular, o presidente do Goiás, Munir Calixto Junior, defende a reformulação em todos os aspectos e setores do alviverde. Mas não tomará nenhuma decisão nesse sentido.

* Seu mandato termina em Dezembro, quando será eleito o novo presidente do Clube. Há 14 dias no cargo, Calixto fala em pagar os salários em atraso para jogadores e funcionários, e só.

* Embora o tempo seja muito curto, o presidente esmeraldino bem que poderia demitir o treinador. Essa decisão marcaria positivamente sua rápida passagem pelo comando do Goiás.

* E o Vasco da Gama? Deixou sua torcida sonhar e, em campo, levou um passeio do Boca Juniors em pleno Maracanã. Tinha a vantagem por ter vencido o jogo de ida em Buenos Aires, mas acabou sendo derrotado por 3 a 1 no Rio de Janeiro…

 

Herivelto Nunes

Herivelto Nunes é Jornalista, com Pós Graduação em Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching

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