No xadrez político que já movimenta os bastidores da eleição de 2026, Alexandre Baldy, presidente do Progressistas em Goiás, revela posições firmes sobre os rumos da União Progressista, federação formada entre PP e União Brasil, e sua atuação nas esferas estadual e nacional.
Em entrevista à Tribuna do Planalto, Baldy comenta as dificuldades de uma federação que abriga lideranças com projetos distintos, como Ronaldo Caiado e Ciro Nogueira, e explica por que a neutralidade política do grupo em relação ao governo Lula se tornou insustentável. Para ele, a divisão entre o que ocorre no Congresso e a condução dos partidos cria ruídos que confundem o eleitorado.
Sobre 2026, o ex-ministro avalia o papel de Caiado como presidenciável, fala da disputa interna por vagas ao Senado e na chapa majoritária em Goiás, e defende que a União Progressista tenha candidatura própria à Presidência. Baldy também reflete sobre o impacto da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, afirmando que o processo eleitoral perde legitimidade quando os principais nomes não podem disputar.
TRIBUNA DO PLANALTO – Qual é a sua opinião sobre a federação que deu origem à União Progressista?
ALEXANDRE BALDY – Eu acho que foi muito importante. Eu fui apoiador da reforma política na qual foram implementadas as cláusulas de barreira, porque precisamos diminuir os partidos. Eu creio que o Progressistas, que é o meu partido, e o União Brasil, foram ágeis em entender, à frente do seu tempo, que precisamos desta consolidação, e a federação é o primeiro passo para esse aspecto.
A União Progressista anunciou o rompimento com o governo Lula, mas não entregou os ministérios até agora. Especula-se, inclusive, que o União Brasil deve fazer isso antes que o PP. O senhor defende que permaneça por mais tempo ou que já entregue os cargos e conclua esse rompimento?
Eu acredito que é um desafio ter uma condução política que seja partidária entre dois partidos e sobretudo sobre casas legislativas, que se tornaram muito fortes ao longo dos últimos dez anos, porque o Congresso, entre Câmara dos Deputados e Senado Federal, se tornou muito empoderado Nesse aspecto, o Congresso hoje, através das suas bancadas em cada uma das Casas, tem feito indicações políticas para ocupar de cargos no Executivo como nunca aconteceu antes. Já não se tem a legitimidade absoluta sendo indicação partidária.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defende que a União Progressista permaneça neutra em relação ao governo Lula, não vá para a oposição. Isso é possível?
A dificuldade do partido ocorre dentro em razão de se ter essas duas casas legislativas muito empoderadas. Como é que o presidente do partido vai confrontar o presidente do Senado? É uma realidade difícil. O presidente do partido hoje tem o desejo de levar os partidos para a oposição, porque hoje são dois co-presidentes, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, mas como ele vai confrontar o Davi? Acho que essa condução da política nos últimos dez anos fez com que o cenário mude muito, e fica essa confusão na cabeça do cidadão, que fica sem entender. Muita gente me pergunta, o partido é de oposição, deixou o governo, mas tem ministério. André Fufuca é deputado federal, tem uma bancada que dá suporte a ele. Como que o partido pode deslegitimar um deputado federal que não foi indicação do partido?
O senhor acredita, então, que essa situação deve permanecer até a eleição? Por que com as candidaturas fica mais difícil ser oposição dentro do governo.
Particularmente, acredito que sim.
O governador Ronaldo Caiado é pré-candidato a presidente da República pela UP, mas Ciro Nogueira trabalha para ser vice de Tarcísio Freitas. A federação está dividida?
Eu acredito ser muito importante para os partidos da União Progressista ter um candidato a presidente. Porque quando se tem um candidato majoritário, tem-se a possibilidade de fazer bancadas maiores, de eleger o presidente e ter muito mais protagonismo na eleição do que em outro cenário.
O senhor defende que a União Progressista deve ter candidato e não deve apoiar o Tarcísio, por exemplo?
Eu não posso falar que não deve apoiar o Tarcísio.
Dentro da avaliação que o senhor faz de que o partido deve ter candidato para fortalecer a sua participação na eleição.
Eu não posso dizer que sou contra apoiar o Tarcísio, mas sou da opinião que o partido tem que ter candidato.
A posição de Ciro Nogueira em relação à condenação de Bolsonaro reflete a posição da maioria dos progressistas?
Da expressiva maioria.
Eu considero que o União Brasil esteja mais à direita e o PP mais ao centro-direita. Por isso pergunto se houve também apoio à condenação do ex-presidente.
Eu não sei e te confesso que nunca fiz uma análise do quadro do União Brasil individual. Por exemplo, o União Brasil da Bahia, o ACM Neto e o Bruno Reis têm uma posição, mas a bancada de deputados tem outra. É difícil fazer um prognóstico e fechar um posicionamento nesse aspecto sem a gente analisar o quadro das bancadas. O Progressistas do Rio Grande do Sul é o maior partido do estado, ocupa prefeituras há 40, 50 anos, muito tradicionais. Ele é completamente a favor do tema e completamente oposto ao governo. O Progressistas do Maranhão tem o ministro do Esporte. O Brasil é muito díspar. Assim também o União Brasil do Pará, que tem Celso Sabino como ministro do Turismo. O União Brasil do Rio Grande do Sul é o Onyx Lorenzoni, que é totalmente alinhado a esse posicionamento do Progressistas. Essa disparidade, essa pluralidade do nosso Brasil é o que torna desafiador um partido, ou o que torna legítimo o partido ser partido. Para se eleger deputado no Maranhão provavelmente é menos difícil estar alinhado ao presidente da República; já no Rio Grande do Sul é o oposto.
De que maneira a condenação de Bolsonaro altera a correlação de forças políticas no país? Quem ganha quem perde?
A política perde, porque da mesma forma que foi saudável para o processo eleitoral que Lula voltasse para a eleição, acho que é a população que tem que decidir quem de fato pode ser candidato e se tornar presidente do Brasil. Quem perde é o processo eleitoral.
Mas e a correlação de forças, o senhor acha que a extrema-direita, que estava muito fortalecida, perde força e a centro-direita ganha com a condenação de Bolsonaro?
Eu acredito que não; acredito que a liderança dele não vai ser diminuída ou reduzida ou, vamos dizer, afetada pelo fato com a extrema-direita; pode ser afetada no centro, pode ser afetada no centro-direita, aí sim. Agora, com a extrema-direita, não acredito que seja afetada.
Esse movimento não fortalece a centro-direita, considerando que ele estando fora da eleição, as alternativas são os nomes de centro-direita?
Vai depender do candidato. Porque esse candidato pode ser o novo líder da direita. Se perde a eleição, vai liderar a direita como opositor. Se ganhar a eleição, naturalmente irá liderar a direita como presidente do Brasil. Se o candidato for o Bolsonaro filho, não vou dizer qual, mas um dos filhos do Bolsonaro, ou Michele, Bolsonaro continua liderando a direita. Se o candidato for o Caiado, ele passará a liderar, naturalmente, ganhando ou perdendo.
Mas Caiado será representante de uma direita não extremista; ou não?
Por isso que eu falo, depende do candidato, do perfil desse candidato, se ele for o Caiado, é um o perfil de centro-direita. Se for um Eduardo Bolsonaro, é um perfil de extrema-direita. Na minha avaliação, esse cenário vai ser exclusivamente definido a depender da personalidade do candidato que a direita, a centro-direita ou ambos posicionarão em 2026.
O apoio a Ronaldo Caiado para presidente se estende automaticamente a Daniel Vilela para governador?
Eu serei o único a ter apoiado o Daniel nas três eleições em que ele foi candidato a governador. Em 2018, fui o único a apoiá-lo; em 2022, como vice do governador Caiado, e, em 2026, se ele for candidato, nós o apoiaremos.
Em 2024, Paulo Daher chegou a registrar uma ata da convenção em apoio a Vanderlan Cardoso. Isso causou alguma divisão dentro do partido?
Muitas. Causou muita divisão, prejudicou fortemente a chapa de candidatos e candidatas a vereador por Goiânia. Nós poderíamos ter sido vitoriosos com o maior número de vereadores, infelizmente não fomos em função desse racha que houve por essa atitude extrema e mau caráter por parte desse cidadão.
Qual é a situação do partido hoje?
O partido finalizou a eleição e pacificou a situação dos dois vereadores que foram eleitos, Sanches da Federal e Heyler Leão e segue tocando a vida legislativa.
Qual é a estratégia da União Progressista para as eleições estaduais em 2026 em Goiás?
Essa é uma posição que eu, como presidente do Progressistas, e o governador, como presidente da União Brasil, vamos sentar para poder projetar qual é a expectativa que traremos para o cenário do Estado. É indiscutível que, pelo tamanho do partido, pelo apoio que daremos ao vice-governador como candidato a governador e certamente à primeira-dama Gracinha Caiado como candidata a senadora – esses são quadros que hoje já estão sendo definidos – para que possamos ter uma chapa de deputados e deputadas para eleger o maior número da bancada federal no nosso estado.
Qual a expectativa em relação à participação na chapa majoritária?
Esse é um cenário que vamos definir lá mais adiante, porque é uma composição partidária para fazer com que os projetos sejam vencedores. Isso depende muito desse afunilamento de partidos e de quadros que sejam apresentados.
O senhor saiu candidato ao Senado na última eleição. Qual a sua pretensão em 2026?
Por enquanto estou tocando minha vida aqui, fazendo minhas coisas, entregando casa, vendendo carro e acho que é muito cedo para poder falar em pretensão para 2026, sobretudo com tantas indefinições no quadro geral da política como temos hoje.
A segunda vaga do Senado na chapa de Daniel Vilela me parece ser a mais disputada, e não vejo quase ninguém falando que quer ser vice. Gustavo Mendanha não quer ser vice, Vanderlan Cardoso não quer ser vice, e os dois querem o Senado.
Como fui candidato ao Senado e fui derrotado na eleição e como também inventei o Vanderlan candidato ao Senado e o levei até a vitória, vou dizer que uma eleição para o Senado não é fácil. Quem não tem essa experiência e não tem a vivência dentro do quadro eleitoral para postular uma vaga para o Senado, certamente pode estar muito ansioso nesse posicionamento. Na eleição majoritária é preciso ter fatores para te conduzir à vitória ou uma circunstância. Eu acredito que o senador Wilder Morais foi eleito por uma circunstância e Vanderlan foi eleito por fatores tradicionais da condução política. Ele tinha partido, tinha grupo e tinha estrutura para poder ser eleito; tinha o PP como partido político, tinha grupo, como eu e o Daniel, sobretudo na eleição do Daniel, e tinha estrutura para poder conduzir o processo na eleição de 2018. Ele teve, no formato tradicional, a formulação adequada para que pudesse chegar à vitória como chegou.
A disputa para deputado federal está descartada para o senhor ou não?
Descartada.
A partir da sua experiência à frente da Agehab, o déficit habitacional em Goiás e no país está sendo reduzido com os programas habitacionais? Digo isso porque há programas de moradia subsidiados há décadas e a falta de moradia continua sendo um problema social. O quanto se avançou nos últimos anos?
Quando se fala de déficit habitacional, é importante estratificarmos esse déficit, porque o maior desafio do déficit habitacional chama-se aluguel excessivo, com o qual a família gasta mais de 35% do seu orçamento com o aluguel residencial. Hoje em Goiás, temos o programa Para Ter Onde Morar, com todas as vertentes da moradia e da habitação, começando pelo aluguel social e concluindo pela entrega da escritura, e assim abrangemos todos os pontos do déficit habitacional. Eu quero ter muita convicção de que no próximo dado que será coletado e atualizado em função dos programas que se iniciaram em 2021, tomaram atração em 2022 e 2023 e começaram as entregas mais efetivas no segundo semestre de 2023 e vêm até hoje ocorrendo, certamente estamos atendendo e muito expressivamente o déficit habitacional. Temos como exemplo uma cidade no Entorno, que hoje, em termos de aluguel social, conseguimos abranger quase 50% do déficit habitacional, quando estratificado o tema do aluguel excessivo.
Como o senhor avalia o programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal? Qual o impacto que ele tem nesse problema do déficit habitacional?
São programas complementares, porque no caso de Goiás, hoje entregamos o maior subsídio do Brasil para fazer com que o programa Minha Casa e Minha Vida, de fato, atenda o déficit habitacional e famílias que têm uma situação financeira mais vulnerável, mais carentes. Quando hoje concedemos até R$ 51 mil de subsídio, imagine só, a título de exemplo: um imóvel residencial do programa Minha Casa e Minha Vida, seja da faixa 2 ou da faixa 3, hipoteticamente com o valor de R$ 210 mil em Goiânia, capital de Goiás, quando entregamos esse subsídio, custeamos o valor da entrada daquele beneficiário. Em torno de 42 mil serão pagos pelo subsídio do governo do estado. A família que não tinha condição de comprar o seu imóvel passa a ter condição.O subsídio do governo federal através do FGTS, que na verdade é o subsídio do trabalhador brasileiro, é de R$ 55 mil e o do governo de Goiás chega a R$ 50 mil; quase do mesmo tamanho, que nesse caso hipotético chegaria a R$ 42 mil para pagar o valor da entrada. Porque o Minha Casa Minha Vida financia com limite de até 80% do valor do imóvel, não pode exceder a isso – entre o subsídio do FGTS e os fundos que financiam o Minha Casa Minha Vida. Quando falamos que o Minha Casa Minha Vida ajuda a atenuar o déficit habitacional, de fato ajuda. Em Goiás, ajudamos muito mais, porque unimos os esforços para chegar a famílias que não teriam condição de pagar o valor de entrada. E ao fim, ela tem o valor da sua prestação da casa própria igual ou inferior ao valor ao qual ela pagava o seu aluguel.
O senhor foi secretário dos Transportes Metropolitanos do estado de São Paulo e Ministro das Cidades. A partir dessa experiência, como o Brasil se posiciona na corrida global da transição energética?
O Brasil tem uma larga vantagem em consideração a todo o restante do mundo pelas nossas riquezas naturais. Hoje temos 94% da eletricidade consumida pelo cidadão brasileiro oriunda de fontes renováveis e limpas. E por que não chegamos a 100%, sendo que o nosso consumo gira em torno de 92 GWh de eletricidade e temos uma capacidade instalada em torno de 235 GWh de eletricidade. Nós temos mais de 100% da nossa demanda que utilizamos de eletricidade de fontes limpas ou renováveis, mas temos um gap de matrizes elétricas que fazem a necessidade das fontes não renováveis ou sujas. Isso porque, entre meio-dia e 16 horas, o consumidor brasileiro utiliza 80% da eletricidade oriunda de fonte fotovoltaica e eólica, que hoje gira em torno de 30 gigawatt-hora.O Brasil teria condição de ter todo o consumo de fonte limpa e renovável, temos um enorme potencial, temos um país riquíssimo e toda essa riqueza capaz de transformar o Brasil numa potência na transição energética. Se o país eletrificasse toda a frota de automóveis brasileiros não chegaríamos a consumir nem 50% da nossa capacidade instalada de geração elétrica.
Mas isso passa por decisões políticas, não é só uma questão de potencial. O país caminha para se posicionar bem nessa corrida global da transição energética?
Eu creio que sim, mas faltam políticas públicas mais organizadas e atuais. O Brasil tem um setor elétrico muito bem fundamentado, com marcos regulatórios muito bem criados, mas precisa de atualização. Vou dar um exemplo: Você tem essa matriz elétrica de painel solar que é extremamente efetiva e uniforme, enquanto a matriz hidroelétrica tem uma variação, porque são turbinas. A solar é uniforme, começa a insolação às 7 da manhã, às 6 e meia, depende de cada lugar do Brasil, e vai terminar às 5 e meia, 6 da tarde. Naquele tempo tem uma subida no topo e depois uma descida. Nesse aspecto é preciso de uma regulamentação para evitar que sejam acionadas fontes sujas e não renováveis. Porque quando eu falei que 80% desse consumo é de solar e eólico, quando o dia vai se acabando, o sol vai se embora e precisamos acionar as fontes sujas para não ter um colapso da hidrelétrica, porque não se consegue suprir esse gap entre 17h30 e 19h30 especialmente.Precisaríamos ter baterias para armazenar eletricidade. Lembra quando a Dilma falou que o Brasil precisava estocar vento? Ela estava certa, ela não falou besteira, porque hoje o grande porém da nossa matriz elétrica e dessa transição energética é como conseguir estocar vento, como conseguir estocar sol. Porque nós capturamos o vento e capturamos o sol, e introduzimos nas nossas linhas distribuidoras elétricas. Só que como tem um excedente, como é que podemos fazer? Pode chegar um momento em que vamos ter que parar os investimentos na expansão da produção elétrica pelo painel solar.
Nesse aspecto, o horário de verão realmente beneficia no consumo de energia limpa?
Muito. Todo o ganho, pequeno ou grande, nesse setor, é importante, e são muito fortes do ponto de vista dessa quebra,pois faríamos um prolongamento dessa inversão de matriz elétrica. Em vez de ter uma pancada entre 17h30 e 19h30, eu teria uma pancada entre 17h30 e 20h30, no horário de verão. Isso atenua essa pancada que há nessa transição de solar para hidrelétrica e reduz a necessidade da demanda por fonte suja e não renovável.
Ainda sobre transição energética, a BYD anunciou, esta semana, que pretende nacionalizar mais da metade das partes e peças utilizadas em seus veículos produzidos no Brasil até 2027. Esse é um entrave para a venda de carros elétricos da marca?
Não é que seja um entrave; é um processo natural. Porque a empresa começou a vender os carros no Brasil, distribuindo os carros importados, como todas as empresas automobilísticas fizeram no país. Ao longo do tempo, ela vai nacionalizando e se tornando uma empresa com uma fabricação local.
Há uma relação de quase 18 veículos por eletroposto no Brasil e deveria ser pelo menos um eletroposto para cada dez veículos eletrificados. Como solucionar o problema do abastecimento?
Esse é um aspecto que só vai, de fato, ser solucionado com o aumento da demanda. É a famosa tese da galinha e do ovo, quem vem primeiro? Porque os eletropostos, os pontos públicos de carregamento para carros elétricos, são como os postos de combustíveis. Vamos remontar quando o álcool foi colocado para o abastecimento de carros, era uma bomba no posto de combustível e formavam-se filas e filas nos postos para abastecimento de álcool, quando o preço era competitivo. Ao longo do tempo, o etanol se tornou um combustível comum e um carro hoje que não é flex praticamente não tem condição de ser vendido no mercado. A mesma forma vai se dar com o ponto de recarga de um carro elétrico, vai haver essa demanda crescente, como está sendo hoje, e investimentos por parte de postos de combustíveis e de pontos de consumo em shoppings centers. Imagine só, a pessoa vai no shopping e tem lá cem carregadores de média e baixa potência, como os dual box de 7 quilowatts. O shopping pode fazer uma promoção: quem consumir mais de R$ 150 carrega o seu carro grátis, porque ele tem uma fazenda solar e uma energia gerada sem custo que pode injetar numa demanda do consumidor em potencial. Eu vou ao shopping porque tenho que almoçar, comprar alguma coisa e já carrego o meu carro gratuitamente. São muitos os aspectos e oportunidades que farão esse mercado crescer exponencialmente. E se avaliar só 2025, entre janeiro e setembro, o volume de carregadores rápidos, que são aqueles quilowatt-hora, que carregam um carro entre 20 e 80%, 100% elétrico em 30 minutos, aproximadamente, cresceu 45% somente entre esses meses deste ano.













