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Calendário eleitoral avança após fim da janela partidária; confira próximas etapas das eleições 2026

Mais de 100 deputados mudaram de partido, a maioria do União Brasil, que inclusive, foi deixado por Ronaldo Caiado, enquanto prazos para cadastro eleitoral, campanha e votação em outubro já estão definidos


Por Carlos Nathan Sampaio em 05/04/2026 - 15:16

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(Foto: Carlos Nathan Sampaio)

O calendário político brasileiro das eleições de 2026 continua após o encerramento da janela partidária, na última sexta-feira (3), e do prazo de desincompatibilização, finalizado no sábado (4). Com isso, o calendário das eleições de 2026 avança para etapas decisivas, que incluem a definição de candidaturas, início da campanha e organização do eleitorado.

A janela partidária — período de 30 dias que permite a troca de partido sem punições — registrou forte movimentação na Câmara dos Deputados. Foram ao menos 119 mudanças de legenda entre parlamentares, o equivalente a mais de 20% da Casa. O resultado redesenha o equilíbrio de forças entre os partidos e antecipa o clima de disputa eleitoral.

O Partido Liberal (PL) saiu fortalecido e atingiu a marca de 100 deputados, consolidando-se como a maior bancada. Já o União Brasil foi o partido que mais perdeu integrantes, com 28 saídas, apesar de ter conseguido 21 novas adesões. Vale lembrar, inclusive, que o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também deixou o união Brasil e foi para o PSD, para ser candidato à Presidência.

O Partido dos Trabalhadores (PT) manteve a segunda maior bancada, com 66 parlamentares, mesmo após a saída de um nome histórico. Outras legendas também registraram mudanças relevantes. O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) teve saldo positivo, enquanto o Partido Democrático Trabalhista (PDT) apresentou perdas significativas. As movimentações refletem estratégias para fortalecer alianças e posicionamentos visando as eleições de outubro.

Com o fim dessa fase, o foco agora se volta para os próximos prazos definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eleitoras e eleitores têm até 6 de maio para emitir o título, transferir o domicílio eleitoral ou atualizar seus dados. Após essa data, o cadastro será fechado.

Na sequência, a partir de 15 de maio, pré-candidatos poderão iniciar a arrecadação de recursos por financiamento coletivo, respeitando as regras eleitorais. Já em 16 de junho, será divulgado o valor do Fundo Eleitoral, que financiará as campanhas.

Outro marco importante ocorre em 4 de julho, quando passam a valer restrições a agentes públicos, como limitações em nomeações e participação em inaugurações. As convenções partidárias, que oficializam candidaturas e coligações, estão previstas entre 20 de julho e 5 de agosto, com prazo final de registro até 15 de agosto.

A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto, enquanto a propaganda no rádio e na televisão tem início em 28 de agosto. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com possível segundo turno no dia 25.

Com as mudanças partidárias já consolidadas e o calendário em andamento, o país entra de vez no ritmo eleitoral, marcado por articulações, alianças e disputas que devem se intensificar nos próximos meses.

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