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Cartão corporativo de Mabel sobe para R$ 165 mil

O novo valor foi oficializado em ato publicado nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial do Município


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 27/01/2026 - 09:21

Mabel férias viagem
Valor para viagens e locomoção sobe de R$ 35 mil para R$ 65 mil no cartão corporativo (Foto: Alex Malheiros)

O limite do cartão corporativo do prefeito Sandro Mabel (UB) foi ampliado de R$ 120 mil para R$ 165 mil, conforme ato publicado no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (26). O aumento de R$ 45 mil vem acompanhado de mudanças na distribuição interna das despesas, com maior peso para viagens e locomoção e reorganização das rubricas autorizadas .

Em comparação com o decreto anterior, a principal elevação ocorre nas passagens e despesas com locomoção, que saltam de R$ 35 mil para R$ 65 mil, um crescimento de R$ 30 mil. Os valores poderão ser utilizados para compra de passagens aéreas, terrestres, marítimas e fluviais, além do custeio de taxas, pedágios, seguros e serviços.

A rubrica de material de consumo também cresce, passando de R$ 40 mil para R$ 65 mil, aumento de R$ 25 mil, ampliando a margem para gastos de pronto pagamento do Gabinete do Prefeito. Entram nessa lista os gêneros alimentícios, material de expediente e de higiene, combustíveis (inclusive de aviação), aparelhos para fotografia e filmagem, vestuário e uniformes, material odontológico, hospitalar e ambulatorial e outros itens necessários ao funcionamento do gabinete e ao cumprimento de agendas oficiais.

Há redução e reordenamento em serviços com a extinção de pagamentos em serviços de terceiros. No novo modelo, a despesa com pessoa física deixa de ser autorizada, enquanto os serviços por pessoa jurídica passam a ter limite de R$ 35 mil, redução de R$ 5 mil nessa rubrica específica.

Cartão corporativo

Criado em 2003 com base no modelo federal, o uso do cartão corporativo em Goiânia já beneficiou secretários, diretores e servidores com funções de assessoramento. À época, os limites de gastos variavam entre R$ 20 mil e R$ 40 mil por cartão.

Em 2021, o ex-prefeito Rogério Cruz (SD) revogou o uso de cartões corporativos na Prefeitura de Goiânia, o que vigorou até maio de 2025, quando Sandro Mabel publicou decreto que reativou o uso deste modelo de pagamento.

O cartão segue sendo de uso pessoal e intransferível do prefeito e pode ser utilizado para despesas emergenciais, viagens, alimentação, hospedagem, aquisição de bens e contratação de serviços vinculados ao interesse da administração pública. A autorização vale até o fim do exercício financeiro e está condicionada à prestação de contas mensal.

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