A inadimplência de aluguel no Brasil atingiu 3,59% em junho de 2025, a maior taxa dos últimos 12 meses, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica. O levantamento foi feito com base em dados anonimizados de mais de 900 mil clientes. O aumento representa a terceira alta consecutiva no ano e uma variação de 0,26 ponto percentual em relação a maio, quando a taxa foi de 3,33%. Em comparação com junho de 2024 (3,53%), o crescimento foi de 0,06 ponto percentual. A Superlógica é uma plataforma de soluções tecnológicas e financeiras voltadas ao mercado imobiliário e condominial.
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias da Superlógica, a elevação constante da inadimplência reflete a pressão sobre os orçamentos familiares. Ele alerta para a influência de fatores como inflação e juros altos, que podem agravar o cenário nos próximos meses. Na análise por região, o Nordeste lidera com 4,80%, seguido pelo Norte (4,09%). O Centro-Oeste aparece na terceira posição com 3,78%, superando o Sudeste (3,38%) e o Sul, que tem a menor taxa do país (3,17%).
Faixas críticas
Entre os imóveis residenciais, os alugueis acima de R$ 13.000 seguem com alta inadimplência, registrando 6,54% em junho. Já a faixa até R$ 1.000 atingiu 5,79%, a maior desde o início do índice, em outubro de 2023. Por outro lado, imóveis com aluguel entre R$ 2.000 e R$ 3.000 apresentaram a menor taxa (2,17%). Nos imóveis comerciais, a inadimplência da faixa até R$ 1.000 também bateu recorde, com 7,48%, enquanto a menor foi de 4,17%, na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000.
Para Gonçalves, as maiores taxas ocorrem em segmentos opostos. Imóveis residenciais de alto padrão, por exemplo, muitas vezes não exigem seguro-fiança por envolverem inquilinos com maior poder aquisitivo, o que ele considera arriscado. Já os imóveis comerciais com aluguel mais baixo tendem a ser mais impactados pela instabilidade econômica e pelas dificuldades enfrentadas pelas empresas.
Por tipo de imóvel, a inadimplência de apartamentos subiu de 2,20% em maio para 2,47% em junho. Casas passaram de 3,72% para 3,96%. Os imóveis comerciais também registraram aumento, passando de 4,58% para 4,91%.














