O custo da cesta básica pesou no bolso dos goianos em março de 2026. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além de Goiânia todas as capitais do país registraram alta nos preços no período.
Entre as maiores elevações estão Manaus (7,42%), Salvador (7,15%) e Recife (6,97%). No acumulado do ano, o aumento também foi generalizado, com variações que vão de 0,77%, em São Luís, até 10,93%, em Aracaju.
Em Goiânia, o cenário também preocupa. O valor da cesta básica chegou a R$ 760,44 em março, com alta mensal de 3,98%. O impacto direto é sentido no orçamento das famílias: o custo já compromete 50,72% do salário mínimo líquido. Em termos práticos, isso significa que um trabalhador precisa dedicar cerca de 103 horas e 13 minutos de trabalho apenas para garantir os itens básicos de alimentação.
No acumulado de 2026, a alta na capital goiana já é de 4,75%, enquanto nos últimos 12 meses a variação foi de 0,85%.
Um dos principais responsáveis pela pressão nos preços foi o feijão, que apresentou aumento em todas as capitais analisadas. O grão carioca, mais consumido em regiões como Goiânia, teve altas expressivas, influenciadas principalmente pela redução na oferta, causada por dificuldades na colheita.
Cesta mais cara do país
Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).
Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.
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