A modernização da rede pública de saúde acaba de ganhar um importante reforço. O Ministério da Saúde anunciou a compra de novos equipamentos que prometem ampliar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), reduzir filas de espera e acelerar a realização de cirurgias eletivas em diversas regiões do país.
O investimento, de R$ 546 milhões por meio do Novo PAC Saúde, faz parte da estratégia de fortalecer a Atenção Especializada do Sistema Único de Saúde. Na prática, a medida amplia a capacidade de realização de procedimentos, moderniza a estrutura hospitalar e busca reduzir o tempo de espera de quem depende do SUS para cirurgias eletivas e diagnósticos mais complexos.
Segundo o Ministério da Saúde, a entrega total inclui 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos, com potencial para viabilizar cerca de 428 mil cirurgias por ano. Os equipamentos também integram o programa Agora Tem Especialistas, que vem sendo usado como base para ampliar a rede de atendimento e aumentar a resolutividade dos serviços públicos de saúde.
Os combos destinados à cirurgia geral reúnem seis equipamentos cada e serão usados em procedimentos como vasectomia, laqueadura e outras cirurgias de baixa e média complexidade. Já os kits voltados à oftalmologia contam com cinco equipamentos e devem reforçar principalmente procedimentos como cirurgia de catarata.
A distribuição prioriza hospitais públicos e filantrópicos, com foco na descentralização da oferta e na redução das desigualdades regionais. Em áreas historicamente mais carentes de estrutura, o impacto tende a ser ainda maior. No Norte do país, por exemplo, a ampliação da capacidade de cirurgias oftalmológicas pode chegar a 134%.
O secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou que a iniciativa vai além da compra de máquinas. Segundo ele, a estratégia também moderniza o parque tecnológico das unidades e fortalece a rede especializada em todo o país. Massuda afirmou ainda que os novos contratos devem permitir a realização de mais de 428 mil cirurgias por ano.
Os primeiros resultados já começam a aparecer em unidades que receberam os equipamentos. No Hospital Municipal Barata Ribeiro, no Rio de Janeiro, a chegada do combo de cirurgia geral elevou em 15% o número de procedimentos realizados em poucos meses. Em fevereiro, o hospital fez 294 cirurgias. Em março, o número subiu para cerca de 400.
No Hospital Geral de Fortaleza, no Ceará, o combo de oftalmologia também trouxe ganhos imediatos. A unidade modernizou o setor de retina com um novo laser de última geração, usado no tratamento de doenças como retinopatia diabética e glaucoma, o que contribuiu para reduzir filas e ampliar a segurança dos pacientes.
Além de fortalecer o atendimento, a compra centralizada dos equipamentos gerou economia de mais de R$ 281 milhões aos cofres públicos. O valor representa uma redução de 37,9% em relação ao custo estimado inicialmente. O ministério também priorizou produtos fabricados no Brasil, em uma ação alinhada ao desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
As entregas começaram em fevereiro e seguem até o fim de junho. A iniciativa inclui transporte, instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses, o que permite uso imediato dos equipamentos e mais segurança na operação.













