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Concorrência para deputado federal em Goiás é de 15 candidatos por cadeira; veja quem está na frente

Silvye Alves lidera numericamente pesquisa estadual, seguida por Bruno Peixoto e Flávia Morais, mas sistema proporcional impede projeção direta dos eleitos


Por Carlos Nathan Sampaio em 09/09/2026 - 15:11

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(Foto: Carlos Nathan Sampaio)

A concorrência para deputado federal é de aproximadamente 15 candidatos por cadeira em Goiás. Os pedidos de registro chegaram a 257, mas três nomes já haviam sido considerados inaptos, deixando 254 concorrentes para as 17 vagas destinadas ao estado na Câmara dos Deputados.

A pesquisa estadual mais recente para o cargo coloca Silvye Alves (União Brasil) numericamente na frente. Ela aparece com 4,9% das intenções de voto no levantamento do Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape), realizado entre 20 e 29 de agosto.

Bruno Peixoto (União Brasil) ocupa a segunda posição, com 4,1%, seguido por Flávia Morais (MDB), com 3,9%. Delegado Waldir (União Brasil) e Lucas do Vale (PSD) registram 3,4% cada, enquanto Daniel Agrobom (PSD) aparece com 3,2%.

Na sequência estão Adriana Accorsi (PT) e Professor Alcides (PSDB), ambos com 3,1%. José Nelto (União Brasil) tem 2,5%, Adriano do Baldy (PP) marca 2,3%, e Fred Rodrigues (PL) e Ricardo Quirino (Republicanos) aparecem empatados com 2%.

O levantamento ouviu 3 mil eleitores em 85 municípios, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-09302/2026. Como a distância entre Silvye, Bruno e Flávia é inferior à margem de erro, os três estão tecnicamente empatados, apesar da vantagem numérica da atual deputada.

A comparação com a rodada anterior mostra uma mudança na primeira colocação. Na pesquisa Directa realizada entre 28 e 31 de julho, Bruno Peixoto liderava com 5,3%. Flávia Morais tinha 4,1%, Delegado Waldir aparecia com 2,9%, Adriana Accorsi somava 2,6% e Silvye Alves estava na quinta posição, com 2,5%.

A Directa entrevistou 2 mil eleitores de 46 municípios, com margem de erro de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado sob o número GO-03062/2026. Naquela rodada, 40,2% não souberam indicar espontaneamente um candidato. Os dados das duas pesquisas sugerem crescimento de Silvye, mas diferenças metodológicas e amostrais recomendam cautela na comparação.

O desempenho individual nas pesquisas, entretanto, não permite afirmar quais candidatos seriam eleitos. Deputados federais são escolhidos pelo sistema proporcional, no qual os votos recebidos por cada partido ou federação determinam inicialmente quantas cadeiras o grupo terá.

Como referência, os deputados federais eleitos por Goiás em 2022 receberam, em média, aproximadamente 103,6 mil votos. A votação variou de 254.653, conquistados por Silvye Alves, a 51.346, obtidos por Lêda Borges. Isso não significa que exista uma quantidade fixa capaz de garantir a eleição.

Com base no volume de votos válidos de 2022, o quociente eleitoral para a Câmara ficou próximo de 202 mil votos por cadeira. Esse total precisava ser alcançado pelo partido ou pela federação, e não necessariamente por um único candidato.

A disputa também será marcada pela tentativa de permanência de quem já ocupa espaço na política. Dos atuais integrantes da bancada goiana, 15 concorrem à reeleição. Gustavo Gayer (PL) e Zacharias Calil (MDB) deixaram a disputa pela Câmara para concorrer ao Senado. Os dados são do Congresso em Foco.

Nesse cenário, bases espalhadas pelo interior podem fazer a diferença. Uma candidatura que conquiste 500 votos em 30 cidades acrescenta 15 mil votos ao resultado. O volume pode alterar a classificação interna de uma chapa e até ajudar o partido a assegurar uma cadeira na distribuição das sobras.

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