Mobilização acontece entre 14 e 18 de setembro em todas as Varas do Trabalho do estado. Campanha “Seu direito por inteiro” busca acelerar pagamentos e solucionar processos em fase de execução.
O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO) participa, entre os dias 14 e 18 de setembro, da 16ª Semana Nacional da Execução Trabalhista. A mobilização tem o objetivo de acelerar o cumprimento das decisões judiciais e buscar soluções que garantam o pagamento dos direitos reconhecidos pela Justiça. Neste ano, a campanha tem como slogan “Seu direito por inteiro”.
Durante o mutirão, serão realizadas audiências de conciliação nos processos que estão em fase de execução. As atividades contarão com a atuação integrada das Varas do Trabalho, dos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs), dos oficiais de justiça e das áreas de apoio à execução. Também serão intensificadas as pesquisas patrimoniais e outras medidas destinadas à solução dos processos.
A execução é a etapa do processo em que a Justiça do Trabalho busca transformar o direito reconhecido judicialmente em pagamento nas situações em que o devedor não paga voluntariamente a dívida trabalhista. Nessa fase, podem ser adotadas medidas como pesquisas patrimoniais, bloqueio de valores, penhora e leilão de bens.
A conciliação é uma ferramenta importante para ajudar o trabalhador a receber o crédito reconhecido pela Justiça. Por meio dela, trabalhadores e empregadores podem negociar valores, prazos e formas de pagamento. Se a proposta for aceita pelas partes e estiver de acordo com a legislação, o acordo é homologado pela Justiça. Em 2025, foram realizadas 5.636 audiências de conciliação na fase de execução.
Juízo da Execução tem 110 audiências programadas
Todas as Varas do Trabalho do estado e os Cejuscs vão concentrar audiências de conciliação em processos que estão na fase de execução. Também participará da mobilização o Juízo da Execução, que reúne processos contra grandes devedores e atua de forma coordenada na pesquisa patrimonial, na recuperação de ativos e na busca de acordos para o pagamento das dívidas trabalhistas. A unidade concentra execuções contra pessoas jurídicas de direito público e também contra um mesmo devedor privado, mediante prévia celebração de convênio.
O Juízo de Execução informou que já estão programadas 110 audiências de tentativa de conciliação envolvendo dois Regimes Especiais de Execução Forçada (REEFs) e um Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT). Entre elas está a audiência de uma ação entre o Sindicato dos Vigilantes e Seguranças de Goiânia (Sindvig) e a Sitran Empresa de Segurança Ltda., que poderá beneficiar 237 trabalhadores e envolve valor superior a R$ 6 milhões.
Execuções têm menor duração no TRT-GO
A mobilização ocorre em uma fase que concentra a maior parte dos processos pendentes na Justiça do Trabalho. Segundo o relatório Justiça em Números 2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 68,6% dos processos que aguardavam solução no primeiro grau ao final de 2025 estavam em execução.
No TRT-GO, a taxa de congestionamento dessa etapa foi de 57% em 2025, sete pontos percentuais abaixo da média nacional, de 64%. Quanto menor o índice, maior é a capacidade do tribunal de dar andamento e concluir os processos.
As execuções encerradas no TRT-GO tramitaram, em média, durante um ano, período nove meses inferior à média da Justiça do Trabalho, de um ano e nove meses. O resultado coloca o Regional goiano no grupo com o segundo menor tempo médio entre os 24 Tribunais Regionais do Trabalho.
Resultados da edição anterior
Na Semana Nacional da Execução Trabalhista do ano passado, o TRT-GO movimentou R$ 409 milhões e alcançou o segundo lugar entre os tribunais trabalhistas de médio porte. Desse total, R$ 340 milhões decorreram de acordos.
Durante a mobilização, foram realizadas 3.935 audiências, homologados 976 acordos e promovidos dez leilões. O desempenho também contribuiu para que o TRT-GO conquistasse o primeiro lugar no Prêmio Efetividade da Execução Trabalhista 2026.
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