O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) completa um ano de funcionamento como principal aposta do governo estadual para reduzir o deslocamento de crianças e adolescentes com câncer para outros centros do país. A unidade recebeu os 12 primeiros pacientes pediátricos em 9 de junho de 2025 e iniciou a operação antes da inauguração oficial, realizada em setembro do mesmo ano.
Instalado em Goiânia, às margens da BR-153, o Cora foi estruturado para atendimento pelo SUS e começou com foco na oncologia pediátrica. A primeira fase foi apresentada com 60 leitos, sendo 48 de internação e 12 de observação, além de centros cirúrgicos, ambulatórios, radiologia, internação, pronto-socorro, UTI pediátrica e área de transplante de medula óssea.
Os números divulgados ao longo dos primeiros meses mostram avanço rápido da demanda. Em setembro de 2025, o governo registrava 119 novos casos diagnosticados, 225 cirurgias, 181 internações, 526 consultas médicas, 926 atendimentos multiprofissionais, 104 sessões de quimioterapia e 853 manipulações de quimioterápicos.
No balanço divulgado em dezembro, a unidade já somava 243 casos novos, 101 diagnósticos oncológicos e 46 pacientes que iniciaram tratamento, incluindo cirurgias, quimioterapia e radioterapia. No mesmo período, haviam sido registradas 611 cirurgias, 4.051 consultas médicas e 3.136 atendimentos multiprofissionais, além de internações, procedimentos de quimioterapia e exames de imagem.
Em fevereiro de 2026, novo registro oficial apontou 705 cirurgias oncológicas, 1.062 sessões de quimioterapia e 2.301 consultas médicas desde o início das atividades. A publicação também informou que a unidade atende pacientes de 0 a 17 anos com neoplasias hematológicas ou tumores sólidos, além de jovens de 18 a 23 anos com câncer ósseo, como sarcoma de Ewing e osteossarcoma.
O investimento informado pelo governo para implantação do hospital foi de R$ 255 milhões. A unidade é gerida pela Fundação Pio XII, mesma instituição responsável pelo Hospital de Amor, de Barretos, referência nacional no tratamento oncológico.
A estrutura também passou a incorporar recursos tecnológicos de reabilitação. Em dezembro, o governo informou que cerca de 30 crianças e adolescentes já haviam iniciado recuperação funcional com apoio de equipamentos robóticos voltados a marcha, equilíbrio, coordenação motora e membros superiores.













